O que é Doutrina Monroe, citada em vídeo dos EUA sobre o domínio das Américas
Diretriz criada em 1823 voltou ao debate após vídeo do Departamento de Estado norte-americano
Internacional|Do R7
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Doutrina Monroe, criada em 1823, voltou ao debate após o Departamento de Estado dos Estados Unidos publicar um vídeo afirmando que o domínio americano sobre o hemisfério ocidental “nunca mais será questionado” e descrevendo o presidente Donald Trump como o “mais recente defensor” da diretriz.
No vídeo, divulgado nesta terça-feira (11), o embaixador dos EUA no Panamá, Kevin Marino Cabrera, explica a origem da Doutrina Monroe e cita momentos em que ela foi aplicada, incluindo a operação que capturou Nicolás Maduro.
Veja Também
“Ao longo de dois séculos, a declaração de Monroe moldou a política externa dos EUA através de diferentes mandatos e em áreas geopolíticas fundamentalmente distintas. O que começou como um alerta às potências europeias evoluiu para uma estrutura de domínio regional — uma base que permanece, até hoje, a pedra angular da conduta americana no hemisfério”, diz o vídeo.
O que é Doutrina Monroe
A Doutrina Monroe é uma diretriz da política externa criada em 1823 pelo presidente americano James Monroe com o objetivo de estabelecer limites na interferência de países europeus no hemisfério ocidental.
Resumida pelo lema “América para os americanos”, a diretriz buscava impedir que o continente americano sofresse com colonização ou intervenção de potências da Europa, enquanto os EUA se comprometiam a não interferir em questões internas das colônias europeias.
Ao longo dos anos, a doutrina foi usada para justificar intervenções militares dos Estados Unidos em outros países da América, reforçando o domínio de Washington sobre o continente. No vídeo divulgado pelo Departamento de Defesa, o narrador cita a captura de Nicolás Maduro como um dos exemplos da diretriz.
A mensagem foi publicada um dia depois de a China pedir para participar da discussão na Organização Mundial do Comércio, aberta pelo Brasil contra o tarifaço de Trump.
Pequim argumenta que as tarifas americanas afetam os negócios chineses, enquanto Washington vê o aumento da presença econômica chinesa na América Latina como uma tentativa de ganhar influência.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo.Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp












