Logo R7.com
RecordPlus

Análise: Trump confunde estrutura de Conselho da Paz com clube privado ao cobrar US$ 1 bi para vaga permanente

Especialista teceu críticas ao novo órgão internacional, criado por Donald Trump nesta quinta (22)

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

  • Google News

Esta quinta-feira (22) marca a criação do Conselho da Paz pelo presidente norte-americano Donald Trump, cujo foco inicial é a reconstrução da Faixa de Gaza. No futuro o objetivo seria resolver conflitos existentes no planeta. Durante o discurso de abertura, o líder tranquilizou os países que temiam que o novo órgão iria substituir a ONU (Organização das Nações Unidas) e afirmou que conta com a participação do grupo. Ao menos 25 países já aceitaram integrar o Conselho, dentre eles Rússia, Israel, Turquia e Arábia Saudita.

Algumas nações europeias estão cautelosas com o plano, já outras como França, Noruega e Suécia sinalizaram que não vão participar. O Brasil ainda estuda se participará ou não do grupo. A estrutura problemática existente no Conselho e a figura principal ser um presidente que ameaça invadir aliados são os principais motivos que afastam possíveis membros, segundo a interpretação do analista de relações internacionais Uriã Fancelli.


Presença de líderes com histórico de guerras e ofensas a outros países, como Vladimir Putin, tiram credibilidade do Conselho Reprodução/ Record News

Durante o Conexão Record News desta quinta (22), o especialista também apontou que o histórico agressivo de alguns dos integrantes do Conselho gera confusão: “O Vladimir Putin tem um mandado de prisão pelo Tribunal Penal Internacional por conta do sequestro de cerca de 20 mil crianças ucranianas. Também temos o convite a Aleksandr Lukashenko, ditador de Belarus há quase três anos”.

Além disso, Fancelli desconfia da estrutura do grupo, já que, de acordo com análises feitas pela imprensa internacional, fica claro que a presidência desse conselho não está vinculada diretamente à presidência dos Estados Unidos, mas sim à figura de Trump. “Ou seja, se amanhã o Trump deixa presidência, ou quando terminar o mandato dele, o que vai acontecer? Ele vai continuar sendo presidente desse Conselho da Paz”.


Leia Mais

A questão do financiamento da aliança também é uma que merece atenção, uma vez que para garantir um assento permanente países podem gastar US$ 1 bilhão. Na opinião do entrevistado falta transparência e detalhamento no processo de entrada. Outro fator é a desigualdade de recursos para nações mais pobres.

Fancelli faz uma comparação com a organização do Conselho: “O Trump parece estar confundindo o conceito do próprio clube que ele tem, o Mar-a-Lago, onde as pessoas compram uma ação para poderem ser sócios, com as instituições internacionais”. E finaliza ao dizer que os únicos países que estão entrando no grupo “ou são autocracias ou são democracias que bajulam o Donald Trump, para receber alguma coisa em troca”.

O PlayPlus agora é RecordPlus: mais conteúdo da RECORD NEWS para você, ao vivo e de graça. Baixe o app aqui!

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.