Anistia Internacional lança campanha para impedir execuções iminentes na Indonésia
O brasileiro Rodrigo Gularte está entre os condenados no corredor da morte
Internacional|Do R7

A Anistia Internacional lançou uma campanha urgente para impedir o fuzilamento de nove pessoas na Indonésia, entre eles, o do brasileiro Rodrigo Gularte.
A ação incentiva que os participantes escrevam cartas e e-mails diretamente às autoridades competentes, pedindo que suspendam imediatamente os planos para as execuções e que transformem as penas de morte em prisão. Também é possível mandar uma mensagem por meio do site da Anistia.
Dos nove condenados que se encontram no corredor da morte, oito cometeram o crime de tráfico de drogas. Ainda não há confirmação da data da execução da pena, apesar de ter sido confirmado que os fuzilamentos devem ocorrer ainda em fevereiro.
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Em janeiro, o brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira e outros cinco prisioneiros foram fuzilados.
Agora está prevista a execução Rodrigo Gularte, Syofial alias Iyen bin Azwar (indonésio), Harun bin Ajis (indonésio), Sargawi alias Ali bin Sanusi (indonésio), Myuran Sukumaran (australiano), Andrew Chan (australiano), Martin Anderson alias Belo (ganense), Zainal Abidin (indonésio), Raheem Agbaje Salami (nigeriano)
Gularte foi condenado pelo Tribunal Distrital de Tangerang em fevereiro de 2005 pelo contrabando de 6 kg de cocaína no aeroporto Cengkareng, na Província de Banten.
A Anistia Internacional defende que a pena de morte é o castigo mais cruel, desumano e degradante, e uma violação do direito à vida como proclamado na Declaração Universal dos Direitos Humanos.
“Crimes devem ser punidos, entretanto não há qualquer evidência de que a pena de morte desencoraje ou seja mais efetiva na repressão à criminalidade”, argumenta Maurício Santoro, assessor de direitos humanos da Anistia Internacional no Brasil.
— A pena de morte transforma a justiça em vingança e o Estado em algoz. É inadmissível em qualquer circunstância, seja qual for o crime cometido.
Pena de morte no mundo
O lançamento da campanha ocorre na mesma semana em que o governo do Egito confirmou a sentença de 183 pessoas condenadas à pena de morte.
Dados globais do Relatório 2014 sobre Pena de Morte, da Anistia Internacional, mostraram que no ano de 2013 foram registradas 778 execuções em 22 países, cerca de 15% mais em relação ao período anterior.
Apesar dos dados preocupantes, a tendência ainda é firme no sentido da abolição deste tipo de sentença. Excluindo a China, quase 80% de todas as execuções conhecidas em todo o mundo foram registradas em apenas três países: Irã, Iraque e Arábia Saudita.












