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Brasil pede hospitalização de réu brasileiro condenado à morte na Indonésia

"Ele está mentalmente doente, foi diagnosticado com esquizofrenia", declarou diplomata

Internacional|Do R7

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Segundo a delegação brasileira, Gularte está sendo "bem tratado" na prisão
Segundo a delegação brasileira, Gularte está sendo "bem tratado" na prisão

A Embaixada do Brasil em Jacarta solicitou nesta terça-feira (3) a hospitalização do réu brasileiro Rodrigo Gularte, porque foi diagnosticado com esquizofrenia, ele aguarda sua execução no corredor da morte na Indonésia.

Fontes diplomáticas disseram à Agência Efe que solicitaram à promotoria que Gularte, condenado à pena de morte após ser preso com 6 kg de cocaína em pranchas de surfe, seja internado em um hospital psiquiátrico, o que evitaria sua execução.


"Ele está mentalmente doente, foi diagnosticado com esquizofrenia. Segundo a lei indonésia, uma pessoa doente não pode ser executada", disse um funcionário da Embaixada brasileira, que preferiu não revelar seu nome. 

Segundo a delegação brasileira, Gularte está sendo "bem tratado" na prisão e, além da ajuda diplomática, alguns familiares também estão na Indonésia.


Após rejeitar pedidos de clemência, Indonésia vai executar sete estrangeiros entre eles um brasileiro 

Na quinta-feira, o procurador-geral do país, Prasetyo, que como muitos indonésios só utiliza um nome, disse que estão preparados para executar mediante o pelotão de fuzilamento 11 réus, incluindo Gularte e outros seis estrangeiros.


Segundo o jornal The Jakarta Post, as execuções ocorrerão na ilha de Nusakambangan, na Província de Java Central, no final de fevereiro, embora a Embaixada brasileira indique que não foi informada oficialmente.

"Estamos prontos. Só é questão de apertar o botão", disse Ulung Sampurna, chefe de Polícia de Cilacap, regência onde se encontra Nusakambangan.


Em 18 de janeiro, a presidente brasileira, Dilma Rousseff, chamou para consultas o embaixador brasileiro após apelar sem sucesso a seu colega indonésio, Joko Widodo, para que freasse a execução de outro preso brasileiro, Marco Archer Cardoso Moreira.

O embaixador brasileiro ainda não voltou para Indonésia e Dilma afirmou que o fuzilamento de seu compatriota afetaria as relações diplomáticas entre ambos os países. A Indonésia tem 133 prisioneiros no corredor da morte, dos quais 57 são por narcotráfico, dois por terrorismo e 74 por outros delitos. ,

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