Equipes vasculham trens na busca por sobreviventes em acidente que deixou 69 mortos
Trabalhos agora envolvem operações com guindastes, especialmente em um vagão que ainda estava tombado
Internacional|Da Reuters
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Equipes de resgate vasculhavam vagões destruídos, nesta quinta-feira (29), na esperança desesperada de encontrar mais sobreviventes do segundo acidente fatal envolvendo trens de alta velocidade na Espanha neste ano, que até o momento já causou 69 mortes e deixou mais de 100 feridos.
Equipes de emergência foram vistas carregando o que parecia ser um corpo envolto em um cobertor de um dos trens em uma área rural na província central de Toledo, depois que guindastes trabalharam durante toda a noite para retirar partes dos destroços do acidente ocorrido na quarta-feira.
“As equipes de resgate ainda estão trabalhando com muito cuidado, pois ainda não podemos afirmar com certeza que não há mais vítimas presas nos destroços retorcidos”, disse Esther Padilla, porta-voz do governo regional de Castela-La Mancha, à TVE.
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“Uma unidade canina foi mobilizada ontem. Eles voltarão hoje para garantir que ninguém mais permaneça lá”, acrescentou ela.
O governador regional, Emiliano Garcia-Page, informou que o número de mortos subiu para 69 pessoas e que restos mortais foram encontrados durante os trabalhos de resgate realizados durante a madrugada.
Os trabalhos agora envolvem operações com guindastes, especialmente em um vagão que ainda estava tombado.
“Não acreditamos que possa haver mais vítimas fatais sob esse vagão, mas digo isso com cautela”, afirmou ele.
Greve de maquinistas
Enquanto isso, os maquinistas na Espanha seguiram adiante com uma greve previamente planejada para pressionar por mais investimentos na segurança ferroviária, um dia após o acidente ferroviário mais mortal da Europa desde o descarrilamento ocorrido em 2013 em Santiago de Compostela, na Espanha.
O acidente, que se seguiu a outro acidente fatal em janeiro envolvendo as mesmas empresas ferroviárias na mesma linha, também abalou a campanha para as eleições antecipadas de 29 de novembro, com os líderes dos dois principais partidos da Espanha suspendendo os eventos de campanha.
O governo espanhol declarou três dias de luto nacional pelas vítimas fatais do acidente em que um trem de alta velocidade colidiu com outro.
Entre os feridos, as autoridades informaram que 57 continuavam hospitalizados.
O acidente desencadeou uma grande operação que, segundo o Ministério do Interior da Espanha, envolveu a mobilização de mais de 800 militares e policiais, mais de 200 veículos, três helicópteros, um posto de comando móvel, drones, unidades montadas e cães de busca.
Com o início das investigações, um juiz em Toledo proibiu qualquer pessoa que não estivesse envolvida em atividades de emergência, segurança, assistência médica ou judiciais de entrar no local do acidente, estabelecendo uma zona de exclusão de 2 quiômetros em ambas as direções ao longo da linha ferroviária de alta velocidade Madri-Sevilha.
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