Arábia Saudita está sozinha contra os houthis, diz especialista
Rebeldes do Iêmen, apoiados pelo Irã, afirmam ter atacado estações de bombeamento de petróleo bruto do oleoduto saudita e o aeroporto da capital, Riade
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Os rebeldes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, afirmaram nesta segunda-feira (26) que atacaram estações de bombeamento de petróleo bruto do oleoduto leste-oeste da Arábia Saudita e o aeroporto da capital, Riade. O ataque acontece no momento em que autoridades sauditas de alto escalão, da Turquia e do Paquistão se preparam para se reunir com representantes iranianos em Teerã.
A coalizão liderada pela Arábia Saudita no Iêmen afirmou, anteriormente, ter destruído dois lançadores de mísseis balísticos na capital Sanaa, incluindo um usado para disparar um míssil em direção a Riade. Não houve confirmação saudita imediata sobre os ataques.
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Os houthis têm disparado mísseis balísticos e drones contra aeroportos, portos e instalações petrolíferas da Arábia Saudita, transformando um aliado dos Estados Unidos num ponto de pressão no conflito mais amplo.
Segundo Ricardo Cabral, especialista em segurança e estratégia internacional, a Arábia Saudita está sozinha contra os houthis, porque não consegue contar com o apoio da Turquia, nem do Paquistão, que enfrenta uma crise econômica.
Ele ressalta que, contra os rebeldes, é necessário fazer uma grande operação terrestre conjugada com poder aéreo; apenas ataques aéreos, como a Arábia Saudita está fazendo, podem não dar certo.
“Os houthis apertam Bab al-Mandeb, no Mar Vermelho, e, do outro lado, está o Irã, apertando para manter o petróleo a US$ 110 (R$ 595,51, na cotação atual). Provocando estragos na economia americana, dificultando a vida dos republicanos e do Donald Trump. Isso é uma conjugação. Os sauditas sabem que isso não vai dar em nada. O Irã tem a sua política e não vai mudar”, afirma.
Cabral alerta que a Arábia Saudita está bem pressionada e deve esperar até que seja confirmado o resultado da eleição do representante do Parlamento israelense, que acontece nesta terça-feira (27). E também aguardar o resultado das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, que ocorrerão em 3 de novembro, para saber o que irá acontecer com Trump.
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