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Houthis e Arábia Saudita fazem guerra por procuração, mas com agenda própria; entenda

Especialista em relações internacionais esclarece interesses envolvidos no conflito, que ameaça escalar ainda mais

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Departamento de Estado dos EUA ordenou a saída de alguns diplomatas e familiares da Arábia Saudita devido a ataques dos rebeldes houthis.
  • Os houthis, apoiados pelo Irã, intensificaram hostilidades contra a Arábia Saudita, afetando aeroportos civis e infraestrutura crítica.
  • O conflito é uma guerra por procuração, com a Arábia Saudita e o Irã disputando hegemonia na região, semelhante à dinâmica da Guerra Fria.
  • A tensão é agravada pela guerra civil iemenita e o controle dos houthis sobre a costa do Mar Vermelho, afetando o escoamento de petróleo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Departamento de Estado dos Estados Unidos ordenou que alguns diplomatas e familiares deixem a Arábia Saudita e outras regiões próximas. A ordem foi emitida após ataques recentes dos rebeldes houthis.

Segundo um porta-voz, os houthis, grupo terrorista apoiado pelo Irã, têm se envolvido cada vez mais em hostilidades contra a Arábia Saudita, incluindo ataques a aeroportos civis e outras infraestruturas críticas, resultando em vítimas e graves interrupções de viagens. A ordem abrange apenas funcionários e familiares norte-americanos que não desempenham funções de emergência no país do Oriente Médio.

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“O que acontece é uma horizontalização do conflito. Então, existe essa discussão também que a gente vem desenvolvendo sobre guerras de procuração, que seria algo análogo ao que aconteceu durante a Guerra Fria. [...] Existe ali tanto uma influência saudita grande na região quanto uma disputa também de uma hegemonia na região com o Irã”, apontou o analista de relações internacionais José Paulo Ferreira, em entrevista ao Conexão Record News. Ele lembra ainda que os sauditas são aliados históricos dos Estados Unidos, em guerra contra Teerã. Mas a situação ainda tem outras camadas.

Segundo Ferreira, a tensão entre os houthis e a Arábia Saudita é movida também por uma agenda própria, remetendo à guerra civil iemenita. Iniciada no final de 2014, ela marca a tomada da capital do Iêmen pelos rebeldes. No começo de 2015, porém, uma coalizão liderada pelos sauditas apoiou o governo reconhecido internacionalmente, indo contra os interesses houthis.

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“Em julho houve então um colapso da trégua que foi mediada pela ONU em 2022 da guerra civil do Iêmen. E aí, a partir do mês passado, os houthis tomam a costa iemenita ali na região do Mar Vermelho e justamente no contexto de enfrentamento também aos sauditas. Porque, claro, existe esse contexto interno de domínio do Iêmen, mas no sentido de exercer pressão sobre o escoamento de petróleo. Há um redirecionamento do fluxo do petróleo. A partir do momento em que o petróleo não estava conseguindo ser escoado pelo estreito de Ormuz, ele estava saindo pelo outro lado, pelo Mar Vermelho. E aí você tem esse problema com os houthis fechando então essa área, e aí você cria dois pontos de estrangulamento, o que auxilia o próprio Irã também no seu conflito”.

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