Astrônomos descobrem planeta que pode ter nascido de estrela morta; conheça
Material encontrado ao redor da estrela tem composição incomum, diferente de qualquer corpo celeste conhecido do Sistema Solar
Internacional|Do R7
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Astrônomos encontraram sinais de um possível planeta que teria se formado a partir de restos de uma estrela que chegou ao fim de sua vida.
O objeto é considerado um candidato a planeta de “segunda geração” e estaria próximo da anã branca HS 0209+0832. A descoberta foi apresentada em um estudo publicado na revista Nature Astronomy. A análise mostrou que o material encontrado ao redor da estrela tem uma composição incomum, diferente de qualquer planeta ou outro corpo conhecido do Sistema Solar.
A HS 0209+0832 é uma anã branca jovem e muito quente, com temperatura de cerca de 35.800ºC. Esse tipo de estrela é o que sobra depois que uma estrela parecida com o Sol envelhece, perde suas camadas externas e deixa de produzir energia da mesma maneira.
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Como o planeta pode ter se formado
Antes de se transformar em uma anã branca, a estrela passou por uma fase em que aumentou muito de tamanho e perdeu grandes quantidades de matéria. Parte desse material pode ter permanecido ao seu redor e, posteriormente, dado origem a um novo planeta.
É por isso que os pesquisadores usam o termo “segunda geração”. Diferentemente dos planetas que se formam no início da vida de uma estrela, esse possível planeta teria surgido a partir de material liberado pela própria estrela durante uma fase avançada de sua evolução.
A composição desse material reforça a hipótese. Os cientistas encontraram elementos como zinco, cobre e nióbio em quantidades muito elevadas, enquanto o silício aparece em pouca quantidade e praticamente não há ferro. Essa combinação não se parece com a composição de planetas, asteroides ou meteoritos conhecidos no Sistema Solar.
Os pesquisadores também analisaram dados do telescópio espacial TESS e identificaram uma alteração periódica no brilho do sistema, que se repete aproximadamente a cada 4,4 dias. Uma possibilidade é que exista um planeta gigante orbitando muito perto da anã branca.
Se for esse o caso, a intensa radiação da estrela pode estar aquecendo e retirando parte da atmosfera do planeta. O material perdido seria atraído pela gravidade da anã branca, o que ajudaria a explicar a presença dos elementos incomuns observados em sua atmosfera.
O planeta ainda não foi observado diretamente e, por isso, é tratado como candidato. Para os pesquisadores, porém, a combinação entre a composição química encontrada e a variação no brilho oferece evidências de que pode existir um planeta formado em uma etapa tardia da evolução da estrela.
A descoberta, segundo o estudo da Nature Astronomy, amplia o conhecimento sobre a formação de planetas e mostra que novos mundos podem surgir mesmo depois que uma estrela semelhante ao Sol chega ao fim de sua evolução.
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