Ataque houthi mata 53 pessoas em campo de treinamento no Iêmen, dizem autoridades
Grupo terrorista disparou três mísseis balísticos contra as forças de segurança do país durante um exercício de treinamento
Internacional|Da Reuters
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Cinquenta e três pessoas morreram e 200 ficaram feridas em um ataque realizado nesta segunda-feira (19) pelos houthis — grupo terrorista alinhado ao Irã — contra um campo de treinamento das forças de segurança governamentais na província de Shabwa, no Iêmen, segundo autoridades locais.
Um vídeo da província de Shabwa, verificado pela Reuters, mostrava pessoas feridas e corpos ensanguentados espalhados pelo chão.
Os houthis e o governo reconhecido internacionalmente — apoiado por uma coalizão liderada pela Arábia Saudita — têm trocado ataques desde que o grupo avançou, em setembro, em direção a um território próximo ao estreito de Bab el-Mandeb, um ponto estratégico para a navegação na entrada do mar Vermelho.
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Autoridades locais, que falaram sob condição de anonimato, informaram que os houthis dispararam três mísseis balísticos contra as forças de segurança durante um exercício de treinamento.
Shabwa, uma província rica em recursos energéticos situada na costa centro-sul do Iêmen, banhada pelo golfo de Áden, abriga a instalação de gás natural liquefeito de Balhaf — o maior investimento industrial do país.
Os combates entre a coalizão liderada pela Arábia Saudita, que apoia o governo internacionalmente reconhecido do Iêmen, e os houthis, que controlam a capital Sanaa e grande parte do norte do país, se intensificaram nas últimas semanas, tornando-se mais uma frente no conflito regional mais amplo que teve início com os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã no final de fevereiro.
No início deste mês, as forças governamentais lançaram uma campanha para recapturar áreas controladas pelos houthis, recuperando território próximo ao estreito de Bab el-Mandeb, um importante ponto de passagem marítima na foz do mar Vermelho.
A guerra eclodiu no Iêmen em 2014, quando os houthis tomaram a capital, Sanaa, forçando o governo a se retirar para o sul. Uma intervenção militar liderada pela Arábia Saudita no ano seguinte levou a um impasse sangrento, antes de uma trégua em 2022 que se manteve até este ano.
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