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Ataques contra sunitas no Iraque deixam ao menos 49 mortos

Os ataques cometidos contra sunitas aconteceram após dois dias de ataques que deixaram dezenas de xiitas mortos

Internacional|Do R7

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Em Baquba, 60 km a nordeste de Bagdá, foram registrados dois atentados consecutivos contra fiéis sunitas
Em Baquba, 60 km a nordeste de Bagdá, foram registrados dois atentados consecutivos contra fiéis sunitas

Ao menos 49 pessoas morreram nesta sexta-feira (17), no Iraque, em vários ataques cometidos contra sunitas. Os ataques aconteceram após dois dias de violência vividos pelos xiitas, o que gerou um clima de crescente tensão entre as duas comunidades.

Em Baquba, 60 km a nordeste de Bagdá, foram registrados dois atentados consecutivos contra fiéis sunitas após a oração semanal desta sexta-feira, informaram fontes policiais e médicas.

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Uma primeira bomba explodiu perto da mesquita de Saria no momento em que os fiéis deixavam o local. Logo depois, um segundo artefato foi detonado e atingiu os curiosos que se aproximaram do local do primeiro ataque, informaram essas fontes.

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Além disso, em Madain, 25 km ao sul da capital, uma bomba explodiu durante o funeral de um sunita, deixando oito mortos e ao menos 25 feridos, de acordo com fontes médicas e dos serviços de segurança.

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Nas últimas semanas, muitos locais de culto sunitas e xiitas foram alvos de ataques, enquanto a tensão aumenta entre o governo de Nuri al-Maliki, xiita, e os sunitas, uma minoria no país.

Os atentados desta sexta-feira ocorrem após dois dias de ataques que deixaram dezenas de xiitas mortos.

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Na quinta-feira (16), um terrorista suicida matou 12 pessoas na entrada de uma mesquita xiita em Kirkuk, no norte do país, onde os familiares das vítimas da violência de quarta-feira (15) recebiam as condolências.

Em Bagdá, também na quinta-feira, vários carros-bomba explodiram em três bairros de maioria xiita e deixaram 10 mortos. Na quarta-feira, outras 21 pessoas faleceram por uma série de explosões registradas em zonas xiitas da capital.

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Esses atentados ressuscitam o fantasma da violência religiosa, que deixou dezenas de milhares de mortos após a invasão americana de 2003.

O primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, considerou na quinta-feira que "o derramamento de sangue é o resultado do ódio religioso". "Estes crimes são o resultado da mentalidade sectária", acrescentou.

Desde o fim de dezembro, são registradas regularmente manifestações contra o primeiro-ministro em várias zonas de maioria sunita. Os participantes acusam as autoridades de estigmatizar sua comunidade com prisões e acusações de terrorismo injustificadas.

Diante dessas manifestações, o governo realizou várias concessões, como a libertação de prisioneiros e o aumento dos salários dos sunitas que combatem a Al-Qaeda, mas os principais temas que estão na raiz das tensões não foram solucionados.

No fim de abril, a intervenção das forças de segurança contra os manifestantes desencadeou confrontos armados. No total, 240 pessoas morreram em uma semana, a maioria em ataques e combates entre as forças de segurança e os manifestantes sunitas.

Desde o início do ano, a violência deixa mais de 200 mortos por mês, chegando ao pico de mais de 460 vítimas fatais em abril, segundo um registro da AFP, o que suscitou o temor de um retorno aos anos negros de 2006-2007. Naquela época, em média, mil pessoas morriam por mês.

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