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Aumentam os ataques contra comboios humanitários da ONU na Síria

Programa Mundial de Alimentos (PMA) já registrou 20 ocorrências desde dezembro

Internacional|Do R7

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Em março, três caminhões carregados com mantimentos para 17 mil pessoas foram detidos por grupos armados em Deir Ez Zor (foto)
Em março, três caminhões carregados com mantimentos para 17 mil pessoas foram detidos por grupos armados em Deir Ez Zor (foto)

A ONU denunciou nesta terça-feira (2) que os ataques contra seus comboios que transportam ajuda humanitária vital para a população na Síria os impedem de chegar a "milhões de sírios" que precisam dessa assistência com urgência.

O organismo reiterou seu pedido de que se criem corredores humanitários que permitam que essa ajuda chegue de forma segura até zonas de combate e àquelas onde se disputam as forças do regime de Bashar al Assad e da oposição rebelde.


Muhannad Hadi, coordenador regional do Programa Mundial de Alimentos (PMA), um dos principais braços humanitários das Nações Unidas, explicou que a situação é particularmente crítica em algumas regiões dominadas pela oposição, a que o PMA tem acesso limitado e onde acredita-se que milhões de pessoas têm necessidade urgente de receber alimentos:

— Se tornou uma batalha levar ajuda de uma área a outra, já que nossos armazéns e caminhões são cada vez mais frequentemente atingidos pelo fogo cruzado.


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Em março, três caminhões carregados com mantimentos para 17 mil pessoas e que se dirigia a Al-Hassakeh - cidade do norte da Síria controlada pela oposição - foram detidos por grupos armados em uma área rural de Deir Ez Zor. Os caminhões e motoristas foram libertados, mas a carga foi roubada.

Recentemente, um morteiro caiu sobre um armazém da sede da ONU na periferia de Damasco e os alimentos que estavam guardados lá não puderam ser recuperados devido aos combates nos arredores.


O PMA registrou 20 ataques contra seus comboios de alimentos, outros veículos e armazéns desde dezembro passado, apesar de manter seu objetivo de proporcionar ajuda alimentícia a 2,5 milhões de sírios neste mês.

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