Trump ameaça Irã com ‘preço muito alto’, e Teerã amplia ataques contra alvos na região
Mais cedo, presidente dos EUA ameaçou bombardear e destruir pontes e usinas caso regime volte a atacar embarcações em Ormuz
Internacional|Do R7, com Estadão Conteúdo
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta quarta-feira (22), que o Irã “pagará um preço muito alto” caso continue promovendo ataques contra forças americanas no Oriente Médio.
Em conversa com jornalistas antes de embarcar para a Base Aérea de Dover, em Delaware, o republicano também rejeitou a ideia de que a população dos EUA seja contrária ao conflito.
“Eles pagarão um preço muito alto”, disse Trump ao ser questionado sobre relatos de novos ataques iranianos contra militares americanos na região.
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O presidente acrescentou que “os americanos não são contra a guerra”, citando uma pesquisa de opinião.
“Uma pesquisa acabou de ser divulgada. Os americanos não querem preços altos para os combustíveis, mas não são contra a guerra. Isso ficou claro na pesquisa”, afirmou.
As declarações ocorrem em meio à escalada das tensões entre Washington e Teerã. Pouco antes, em publicação na Truth Social, Trump ameaçou bombardear e destruir pontes e usinas de energia do Irã caso o país volte a atacar embarcações no estreito de Ormuz.
O presidente viajou a Dover para participar, no início da tarde desta quarta, da cerimônia de transferência dos restos mortais de quatro militares americanos mortos em ações relacionadas ao conflito no Oriente Médio. Trump classificou o evento como “uma das coisas mais difíceis de fazer como presidente”.
Segundo a Casa Branca, esta é a terceira cerimônia do tipo da qual Trump participa desde o início da guerra contra o Irã, em fevereiro. Desde o começo do conflito, 18 militares americanos morreram em operações na região.
Irã ataca aliados dos EUA no Oriente Médio
As Forças Armadas da Jordânia informaram que seus sistemas de defesa aérea detectaram seis mísseis provenientes do Irã nesta quarta. Segundo a corporação, quatro foram interceptados e dois caíram em áreas desabitadas, sem deixar vítimas ou causar danos. Quatro drones iranianos também foram abatidos.
Colunas de fumaça puderam ser vistas no céu em vídeos gravados por moradores de Eilat, cidade israelense localizada na ponta sul do país, que faz fronteira com a cidade jordaniana de Aqaba.
Na semana passada, três militares americanos morreram em um ataque iraniano contra a base americana de Muwaffaq Salti, no leste da Jordânia.
O Irã evitou atacar Israel desde a retomada das hostilidades no mês passado, em uma tentativa de impedir que o país voltasse ao conflito. No entanto, o ataque contra Aqaba aumentou as preocupações sobre uma possível escalada após o colapso do acordo de cessar-fogo.
Alertas de mísseis também foram registrados no Bahrein. Na Arábia Saudita, autoridades orientaram moradores da cidade de Dammam, no Golfo Pérsico, a buscar abrigo. Posteriormente, elas informaram que o risco havia passado, sem fornecer mais detalhes.
Na madrugada desta quarta-feira, as Forças Armadas dos EUA informaram ter concluído a 11ª noite de ataques contra o Irã, com hangares de aeronaves e locais de armazenamento de drones como alvos. A agência estatal iraniana IRNA afirmou que explosões foram registradas em diversas províncias.
Horas depois, a agência de notícias iraniana Tasnim informou que um míssil americano atacou a ilha de Larak, no estreito de Ormuz e que moradores relataram ter ouvido uma forte explosão.
“As autoridades competentes estão realizando uma investigação para determinar a dimensão do ataque, o ponto exato de impacto e a extensão de possíveis danos”, afirmou a Tasnim.
O Ministério da Saúde do Irã informou que os ataques americanos realizados nos últimos 11 dias mataram pelo menos 53 pessoas, incluindo seis mulheres e três crianças, e deixaram quase 600 feridos.
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