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Ausência de líder supremo em meio à guerra ‘acaba transmitindo fragilidade’, analisa professor

Trump afirma acreditar que Mojtaba Khamenei, novo líder supremo do Irã, está vivo, porém debilitado

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Donald Trump acredita que Mojtaba Khamenei, novo líder supremo do Irã, está vivo, mas debilitado.
  • Khamenei não se apresentou ao público desde sua escolha e sua primeira fala foi lida por um porta-voz.
  • Professor Kleber Galerani destaca que a ausência do líder em tempos de guerra transmite fragilidade.
  • Trump usa essa situação para deslegitimar o governo iraniano e desestimular aliados do Irã.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou acreditar que Mojtaba Khamenei, novo líder supremo do Irã, está vivo, porém debilitado. O primeiro discurso de Khamenei foi lido por um apresentador de TV na quinta-feira (12). A suspeita é de que ele teria sofrido ferimentos leves durante o ataque norte-americano que matou o antigo líder e pai de Mojtaba, Ali Khamenei.

As conclusões expostas por Trump foram baseadas no fato de que Mojtaba não foi visto pela população do Irã desde a escolha no domingo (8) por uma assembleia clerical. Nesta sexta-feira (13), o norte-americano ridicularizou os líderes iranianos, chamando-os de “escória desvairada”, e declarou que seria uma honra matá-los.


Mojtaba Khamenei sentado em um sofá, vestindo roupas tradicionais escuras e segurando um livro aberto enquanto lê
Primeiro discurso de Khamenei foi lido por um apresentador de TV na quinta-feira (12) Reprodução/Record News

“Esta não apresentação, esta fala do líder através de um porta-voz, ela é simbólica, porque um líder supremo que não aparece em público em plena guerra acaba transmitindo fragilidade”, analisa Kleber Galerani, professor de direito e relações internacionais, em entrevista ao Conexão Record News.

Segundo ele, a fala de Trump também contribui para a construção da narrativa de desorganização do adversário. “Na lógica da corrente realista, no âmbito das relações internacionais, o enfraquecimento da imagem do comando do inimigo é tão relevante quanto atingir alvos militares, sobretudo para desestimular aliados regionais do Irã”, explica.

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