Avaliação preliminar de países ocidentais indica que forças sírias usaram armas químicas
ONU envia autoridade em desarmamento para Síria e aumenta pressão sobre governo Assad
Internacional|Do R7, com agências internacionais

Agências de inteligência dos Estados Unidos e de países aliados fizeram uma avaliação preliminar de que as forças do governo sírio usaram, de fato, armas químicas para atacar uma área de Damasco controlada por rebeldes nesta semana. Segundo fontes de segurança norte-americanas e europeias, o ataque provavelmente teve aprovação do alto escalão do governo do presidente da Síria, Bashar al-Assad.
As fontes, falando sob condição de anonimato, alertaram que a avaliação é preliminar e que, nesta fase, os especialistas ainda estão procurando uma prova conclusiva, o que poderia levar dias, semanas ou ainda mais tempo.
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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, chamou nesta sexta-feira (23) o suposto ataque, que os rebeldes dizem ter matado entre 500 e 1.300 civis, de um "grande evento de grave preocupação", mas ressaltou que não tem pressa para envolver norte-americanos em uma nova guerra.
ONU eleva pressão
A ONU (Organização das Nações Unidas) aumentou a pressão hoje sobre o regime sírio para que autorize os inspetores internacionais a visitar os lugares onde armas químicas teriam sido usadas, e enviou uma especialista em desarmamento a Damasco.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, enviou a subsecretária-geral para o Desarmamento, Angela Kane, a Damasco. Ela será recebida no sábado (24) para negociar as modalidades das inspeções, disse seu porta-voz Eduardo del Buey, em um comunicado.
A nota destaca que Ban Ki-moon já escreveu para Damasco, pedindo cooperação na investigação do ataque de quarta-feira.
"O secretário-geral pede às autoridades sírias que respondam positiva e prontamente à sua solicitação, sem demora", ressalta o comunicado, acrescentando que Ban também fez um apelo aos rebeldes sírios para que cooperem com a missão.
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