Logo R7.com
RecordPlus

Após críticas dos EUA, Israel vincula retirada do Líbano ao desarmamento de grupo terrorista

Hezbollah se opõe a negociações e rejeita condições para a retirada israelense

Reuters

Internacional|Da Reuters

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Israel condiciona sua retirada do sul do Líbano ao desarmamento do Hezbollah.
  • O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que a presença militar será mantida para proteger o norte de Israel.
  • Os Estados Unidos criticaram a permanência israelense, destacando que não condiz com o acordo firmado com o Líbano.
  • O Hezbollah se opõe às negociações e não aceita discutir seu desarmamento antes da retirada israelense.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ministro da Defesa israelense afirma que a presença militar será prolongada até o fim das ameaças Stringer/Reuters - 06.08.2026

Israel não se retirará do sul do Líbano até que o grupo terrorista Hezbollah seja desarmado, afirmou o ministro da Defesa israelense nesta quinta-feira (13).

A afirmação é uma resposta a declarações feitas no dia anterior, que geraram críticas dos EUA e sugeriam que forças israelenses ocupariam o território por tempo indeterminado.


Israel tomou uma faixa do sul do Líbano durante a guerra com os terroristas do Hezbollah no início deste ano e afirmou que manterá forças na região para proteger o norte israelense de ataques do grupo apoiado pelo Irã.

Veja Também

A ofensiva de Israel desalojou centenas de milhares de libaneses, a maioria deles membros da base eleitoral xiita do Hezbollah.


Durante uma visita ao sul do Líbano na quarta-feira (12), o ministro da Defesa, Israel Katz, disse que ele e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, haviam sido “inequivocamente claros” ao afirmar que “não vamos nos retirar desta zona de segurança”, acrescentando: “vamos limpar esta área e garantir a segurança dos moradores do norte”.

Após sua declaração, um funcionário do Departamento de Estado dos EUA afirmou que uma presença militar israelense permanente no sul do Líbano não é compatível com os compromissos estabelecidos no acordo de Israel com o governo libanês, apoiado pelos EUA.


O acordo prevê uma retirada progressiva de Israel, vinculada ao desarmamento comprovado do Hezbollah.

“Os Estados Unidos esperam que todas as partes ajam de maneira consistente com o Acordo-Quadro que concordaram em seguir, e Israel afirmou claramente que não tem ambições territoriais no Líbano”, disse o funcionário norte-americano em declarações por escrito distribuídas aos jornalistas.


O grupo terrorista Hezbollah, fundado pela Guarda Revolucionária do Irã em 1982, opõe-se veementemente às negociações de Beirute com Israel e descartou qualquer discussão sobre seu armamento antes da retirada israelense.

“Presença prolongada”

Nesta quinta-feira, Katz afirmou que Israel “não se retirará da zona de segurança no Líbano enquanto o Hezbollah não for desarmado e a ameaça do Hezbollah em todo o Líbano não for eliminada”.

“Instruí as IDF (Forças de Defesa de Israel) a se prepararem para uma presença prolongada na área a fim de proteger as forças de combate e as comunidades, até que esse objetivo seja plenamente alcançado”, acrescentou Katz em uma cerimônia que marcou a fundação de um assentamento israelense na Cisjordânia ocupada.

O partido Likud, de Benjamin Netanyahu, ao qual Katz pertence, busca reforçar suas credenciais em matéria de segurança entre os eleitores antes das eleições de 27 de outubro — as primeiras em Israel desde os ataques liderados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023.

A declaração de Katz ecoou comentários recentes de Netanyahu sobre Gaza e o grupo terrorista Hamas. No domingo (9), Netanyahu afirmou que o mais recente plano para Gaza do presidente dos EUA, Donald Trump, era “inaceitável” e que Israel não se retiraria antes que o Hamas fosse desarmado.

O acordo mediado pelos EUA entre o Líbano e Israel mantém as tropas israelenses dentro do Líbano até que o grupo terrorista Hezbollah seja desarmado e as Forças Armadas libanesas assumam o controle do sul, um processo que envolve “zonas-piloto”.

O representante do Departamento de Estado dos EUA disse que as Forças Armadas libanesas estão implementando as primeiras zonas-piloto e que Washington “continuará a apoiar a implementação total desse processo”.

Hussam Mneimeh, morador de Beirute, disse que Israel “não pode continuar como ocupante”.

“Já houve experiências anteriores... eles ocuparam o Líbano e depois se retiraram de uma forma ou de outra, seja por meio de negociações políticas, seja por meio da guerra”, disse ele.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.