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EUA dizem que podem atuar em ataques contra grupos armados da Colômbia

Segundo Peter Hegseth, secretário de Guerra, novo governo colombiano autorizou “operações conjuntas para destruir redes terroristas”

Reuters

Internacional|Da Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, anunciou a possibilidade de ataques conjuntos com a Colômbia contra grupos armados no país.
  • O novo governo colombiano, liderado por Abelardo De La Espriella, autorizou operações militares conjuntas para destruir redes terroristas.
  • A política do presidente Donald Trump para a América Latina inclui a expansão de operações militares contra narcotraficantes e grupos armados.
  • Os EUA planejam fornecer US$1 bilhão em assistência de segurança à Colômbia, em apoio às promessas do presidente De La Espriella de combater culturas ilícitas.

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Donald Trump e o secretário de Guerra norte-americano, Pete Hegseth, durante reunião em Camp David Daniel Heuer/Reuters - 31.07.26

O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, levantou na quarta-feira (12) a possibilidade de ataques conjuntos, com o governo da Colômbia, contra grupos armados no país sul-americano. Segundo Hegseth, o novo governo do presidente Abelardo De La Espriella autorizou “operações militares conjuntas para destruir terroristas e redes terroristas”.


A fala ocorreu em uma reunião da Coalizão das Américas contra os Cartéis, liderada pelos EUA, no Panamá, quando Hegseth dava as boas-vindas à Colômbia a uma coalizão antinarcóticos liderada por militares, após a posse do conservador De La Espriella na semana passada.

Questionado se havia discutido com o governo colombiano sobre ataques conjuntos contra grupos armados como o Exército de Libertação Nacional (ELN), que os EUA classificam como grupo terrorista, e remanescentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Hegseth respondeu positivamente.


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“Organizações designadas como terroristas, em parceria com governos aliados, serão alvos legítimos do governo dos Estados Unidos”, disse Hegseth ao ser questionado se tais operações eram esperadas.

A política do presidente Donald Trump para a América Latina se expandiu e foi além de seu foco inicial no Canal do Panamá.


Mais de 200 pessoas foram mortas desde o início dos ataques militares dos EUA contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas em setembro passado, enquanto uma operação de comando liderada pelos EUA em janeiro depôs Nicolás Maduro, presidente da Venezuela.

Críticos afirmam que os ataques dos EUA constituem crimes de guerra passíveis de julgamento pelo Tribunal Penal Internacional, mas Hegseth criticou duramente a organização e encorajou os aliados da coalizão presentes na reunião no Panamá a se retirarem dela.


Ele comparou os traficantes de drogas aos terroristas da Al-Qaeda ou do Estado Islâmico.

Em discurso em um hotel na Cidade do Panamá, Hegseth invocou uma versão atualizada da Doutrina Monroe, a política do século 19 que afirma a primazia dos EUA nas Américas e que os críticos associam a décadas de intervenção norte-americana.

Ele a chamou de “Doutrina Donroe” — um trocadilho com o nome de Trump.

“Defenderemos nosso hemisfério contra ameaças externas”, incluindo narcotraficantes e influências malignas estrangeiras, disse Hegseth.

As promessas do presidente colombiano Abelardo De La Espriella de repressão na segurança nacional foram saudadas pelo governo Trump, que anunciou na sexta-feira planos para fornecer US$1 bilhão em assistência de segurança dos EUA ao governo colombiano.

Durante seu discurso de posse na sexta-feira, De La Espriella prometeu “erradicar definitivamente o flagelo das culturas ilícitas” e se comprometeu a aderir também ao programa “Escudo das Américas”, fundado por Trump.

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