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Bangladesh detém 22 rohingyas que tentavam fugir para a Malásia

Segundo as autoridades locais, os rohingyas pagam aos traficantes entre 50 mil e 200 mil takas (entre R$ 2.200 e R$ 8.800) para serem levados à Malásia

Internacional|Do R7

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Minoria foi expulsa de Mianmar
Minoria foi expulsa de Mianmar

A polícia prendeu no sudeste de Bangladesh um grupo de 22 membros da minoria muçulmana rohingya que pretendiam fugir de maneira ilegal em um barco para a Malásia das precárias condições em que vivem nos campos de refugiados, informou nesta segunda-feira à Agência Efe uma fonte policial.

O grupo de rohingyas foi detido ontem à noite depois que caminharam "desde o acampamento de Kutupalong até uma casa abandonada perto do mar, onde esperavam para embarcar em um bote", disse um comandante da Guarda Fronteiriça de Bancgladesh (BGB), Asadud Zaman Chowdhury.

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Zaman explicou que o grupo de refugiados foi levado até a região por supostos traficantes de pessoas que cobravam grandes quantias de dinheiro dos refugiados prometendo levá-los à Malásia por uma complicada rota.

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Segundo os dados do comandante da BGB, este é o terceiro grupo de rohingyas que é detido tentando deixar o país de barco nos últimos quatro meses pelo distrito de Cox's Bazar, no sudeste de Bangladesh.

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Cerca de 30 membros da minoria étnica foram detidos em diferentes pontos de Cox's Bazar na última sexta-feira (8), e outros 14 em novembro do ano passado quando tentavam empreender uma travessia similar.

Segundo as autoridades locais, os rohingyas pagam aos traficantes entre 50 mil e 200 mil takas (entre R$ 2.200 e R$ 8.800) para serem levados à Malásia.

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"Algumas mulheres nos disseram que se casaram por telefone com rohingyas que vivem na Malásia e que viajavam para se reunir com seus maridos", disse Zaman.

No grupo interceptado ontem à noite pelas autoridades havia dez mulheres, 11 crianças e um homem, e todos foram enviados de volta ao campo de refugiados de Kutupalong, no qual estão registrados.

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As autoridades não conseguiram deter nenhum traficante.

Veja também: Um ano depois de êxodo, rohingyas enfrentam barreiras para retornar

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