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Bomba mais poderosa dos EUA pode não ser suficiente para superar defesas do Irã; entenda

Ricardo Cabral, especialista em segurança e estratégia internacional, analisa nova possibilidade de ofensiva norte-americana contra infraestrutura nuclear

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Os EUA consideram usar a "mãe de todas as bombas" para destruir infraestruturas do Irã, mas sua eficácia é questionada.
  • Especialista Ricardo Cabral destaca que as defesas iranianas são projetadas para resistir a impactos fortes, dificultando a penetração das bombas.
  • O Irã utiliza camadas de concreto reforçado e materiais que desaceleram bombas, tornando suas instalações subterrâneas mais impenetráveis.
  • Antes do uso da bomba, há debates éticos e logísticos nos EUA sobre a viabilidade de tais ataques, com alternativas como armas nucleares sendo consideradas.

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O uso da “mãe de todas as bombas”, com potência destrutiva equivalente a 11 toneladas de TNT, é cogitado pelos Estados Unidos para destruir as infraestruturas energéticas do Irã. O artefato se trata da maior e mais poderosa bomba não nuclear do arsenal norte-americano. Ainda assim, ela talvez não seja eficaz o suficiente para neutralizar os alvos, segundo o especialista em segurança e estratégia Ricardo Cabral.

“Ela é uma arma extremamente poderosa, mas veja o que os iranianos fizeram: eles perceberam as falhas do sistema”, afirmou em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (15). O estrategista explicou que as estruturas dos supostos locais nucleares subterrâneos do Irã são construídas com uma série de camadas capazes de resistir a impactos extremamente fortes causados por bombardeios.

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“Os iranianos fizeram uma estrutura em camadas: uma camada de concreto super-reforçado. [...] Depois você teria estruturas semelhantes a isopor ou então líquidas, para fazer com que a bomba reduzisse a velocidade. [...] Verifica-se que as bombas não tiveram aquele efeito de penetração normal”, detalhou Cabral.

O auxílio russo e chinês também poderia ter deixado as barreiras ainda mais impenetráveis, mas, antes da “mãe de todas as bombas” entrar em ação, ela precisa antes superar os debates logísticos em torno do próprio uso. “Há uma discussão também nos EUA se esses ataques realmente valem a pena serem feitos [...], porque a alternativa seria uma arma nuclear, que é o que defendem, por exemplo, os israelenses”, apontou o especialista.

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