Especialista afirma que inspeções ao programa nuclear do Irã podem ser inseguras aos fiscais
Vitelio Brustolin também cita pesquisa que afirma que 63% dos cidadãos dos EUA não acreditam que cessar-fogo tenha progresso
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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A divulgação do acordo provisório assinado por Estados Unidos e Irã reanimou as perspectivas de paz no Oriente Médio. Contudo, Vitelio Brustolin, professor de relações internacionais, aponta que as discussões durante os encontros para firmar um tratado oficial provam que o fim da guerra ainda pode estar longe.
Ele reforça o argumento ao levantar os resultados de uma pesquisa da Reuters/Ipsos realizada entre norte-americanos: “63% dos cidadãos dos EUA acreditam que [o tratado] não vai para frente e que, mesmo que se chegue a um acordo, haverá uma nova guerra ou novos conflitos entre Estados Unidos e Irã em breve”. A continuidade da guerra seria uma derrota para o governo de Donald Trump, que tem visto uma queda na aprovação.

Para diminuir a inflação enfrentada no próprio país, o líder tenta dar continuidade às conversas, porém diversas pautas seguem paralisadas. Ambos os lados discordam sobre os detalhes de uma cláusula que daria ao Irã acesso aos fundos congelados em contas no exterior. Além disso, o destino do programa nuclear iraniano e a possibilidade de futuras inspeções a ele permanecem um mistério.
A AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) afirmou que fará em breve uma análise das operações; no entanto, Kazem Gharibabadi, vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, afirmou que não há planos no momento para conceder o acesso às instalações ou ao material nuclear. Brustolin explica que a exigência das Nações Unidas existe desde que o país aderiu ao acordo de não proliferação nuclear.
“Quando você adere ao tratado, é obrigatório que haja abertura para a fiscalização [...]. Se são mesmo 441 kg enriquecidos a 60%, a gente precisa entender que quem for fazer a vistoria desses locais corre risco. Porque o urânio, quando ele está nesse grau de enriquecimento, ele está num formato cristalino. [...] Se ele vazar, é altamente corrosivo e pode ser tóxico para as pessoas que estiverem próximas aos cilindros”, conclui.
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