Logo R7.com
RecordPlus

Bombardeios da coalizão deixam mais de 100 mortos no norte e no sul do Iêmen

Internacional|Do R7

  • Google News

Sana, 6 jul (EFE).- Mais de 100 pessoas, em sua maioria civis, morreram e dezenas ficaram feridas em dois bombardeios lançados nesta segunda-feira pela coalizão internacional, liderada pela Arábia Saudita, contra duas áreas em poder dos rebeldes houthis situadas no norte e no sul do Iêmen. Segundo informou a agência oficial "Saba", também nas mãos dos houthis, e testemunhas consultadas pela Agência Efe, os ataques aéreos atingiram dois mercados populares, um deles na província setentrional de Amran e outro na meridional de Lahesh. Em Amran, 40 pessoas morreram, entre elas mulheres e crianças, no bombardeio ao mercado, segundo a "Saba", que assinalou que quase todas as vítimas eram vendedores ou compradores. Por sua vez, uma testemunha relatou à Efe que o ataque estava dirigido contra um veículo dos rebeldes houthis que passava pela região. Outro ataque aéreo similar em Amran, na área de Al Salata, terminou com a morte de uma dezena de civis. Na província de Lahesh, mais de 50 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas em outro mercado de gado na área de Fayush. Além disso, na capital Sana, outro bombardeio destruiu a sede do escritório político do movimento houthi no bairro de Al Yaraf, segundo testemunhas. Desde o final de março, a aviação da coalizão liderada pela Arábia Saudita bombardeia posições do movimento houthi em diferentes áreas do Iêmen. O objetivo dos bombardeios é frear a expansão dos rebeldes e recuperar o governo legítimo do presidente Abdo Rabbo Mansour Hadi, depois que as milícias houthis controlaram a capital em janeiro. A coalizão bombardeou hoje a sede principal do partido Congresso Popular Geral, do ex-presidente Ali Abdullah Saleh, aliado dos houthis, em Sana, e as casas de vários dirigentes dessa legenda e do movimento rebelde. Estes sangrentos bombardeios coincidem com a visita a Sana do enviado especial da ONU para o Iêmen, Ismail Ould Sheikh Ahmed, que analisa com os houthis os meios para alcançar uma trégua humanitária. EFE ja-mv/rsd

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.