Quem é a assessora que se tornou a criadora de conteúdo de Trump nas redes sociais
Natalie Harp é chamada de ‘impressora humana’ por estar sempre ao lado do presidente dos EUA com uma impressora sem fio portátil
Internacional|Do R7
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Natalie Harp desempenha um papel central e estratégico na gestão da presença digital do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sendo descrita como a força por trás de suas postagens na rede social Truth Social, segundo o jornal The Wall Street Journal.
Como assistente executiva, Harp é responsável por apresentar a Trump pilhas de rascunhos de postagens impressos para sua aprovação. Esse conteúdo muitas vezes consiste em publicações recicladas de outras contas que ela ou outros assessores acreditam que agradariam ao presidente. Após a aprovação pessoal de Trump, Harp faz o login na conta dele — ocasionalmente fora do horário normal de expediente — e publica as mensagens em lotes.
Harp é conhecida pelo apelido de “impressora humana” devido ao fato de estar constantemente ao lado de Trump carregando uma impressora sem fio portátil, papel e baterias recarregáveis. Ela utiliza esses equipamentos para fornecer a ele um fluxo contínuo de notícias, artigos e postagens de redes sociais em formato impresso, já que Trump prefere ler em papel para evitar o cansaço visual causado pelos smartphones.
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Ela mantém um controle rigoroso sobre esse processo de produção de conteúdo para as redes, muitas vezes frustrando outros funcionários da equipe ao não compartilhar os rascunhos com o chefe de gabinete da Casa Branca ou com agentes de segurança nacional, afirmando que trabalha e responde exclusivamente a Trump.
Em episódios polêmicos, como a postagem de vídeos com imagens racistas ou imagens de Trump geradas por inteligência artificial, a equipe atribuiu tais fatos a erros de edição ou ao direcionamento direto do próprio Trump antes da postagem.
Quem é Natalie Harp
Natalie Harp, de 35 anos, cresceu em uma família cristã conservadora na Califórnia. Sua formação acadêmica inclui um bacharelado pela Point Loma Nazarene University e um MBA pela Liberty University, ambas instituições de orientação cristã. Antes de integrar o círculo íntimo de Trump, ela trabalhou por dois anos como apresentadora no canal de notícias conservador One America News Network (OANN).
A história de Harp com Trump começou em 2019, quando ela ganhou notoriedade pública ao creditar a lei “Right to Try” (Direito de Tentar), sancionada por Trump, por ter salvo sua vida após um diagnóstico de câncer ósseo. Essa legislação permite que pacientes terminais acessem terapias experimentais que ainda não foram totalmente aprovadas pelo FDA (Food and Drug Administration), a agência federal americana responsável por proteger a saúde pública.
Embora especialistas tenham questionado a precisão cronológica de sua alegação e a natureza dos medicamentos que recebeu, o apoio de Harp à política atraiu a atenção de Trump e a levou a se tornar uma porta-voz frequente em eventos políticos e na mídia conservadora.
Serviço Secreto em alerta
Sua trajetória na equipe de Trump é marcada por uma devoção extrema, que gerou preocupações até mesmo no Serviço Secreto. Harp escreveu cartas de admiração a Trump, referindo-se a ele como seu “Guardião e Protetor nesta Vida”, o que levou o Serviço Secreto a considerá-la, sob uma perspectiva de segurança, um possível perigo para si mesma e para o presidente devido à intensidade de sua devoção, segundo fontes ouvidas pela Vanity Fair.
Ela acompanha Trump em seus jogos de golfe em um carrinho separado, pronta para fornecer informações, e já chegou a se alojar em um vestiário feminino em um dos clubes de Trump apenas para manter a proximidade necessária para atender aos chamados dele.
Atualmente, além de gerenciar as redes sociais, ela atua como uma importante intermediária entre Trump e membros do Congresso, enviando artigos e sondando opiniões sobre legislações e temas políticos.
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