Califórnia, nos EUA, proíbe demissão de funcionário decidida por inteligência artificial
Nova lei limita o poder de sistemas automatizados no departamento de recursos humanos
Internacional|Do R7
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Em meio ao aumento do uso de inteligência artificial no ambiente de trabalho, a Califórnia, nos Estados Unidos, sancionou uma lei que limita o poder de sistemas automatizados no departamento de recursos humanos.
Conhecida como Lei Contra Chefes Robôs, a medida impede que empresas usem exclusivamente a tecnologia para demitir ou disciplinar funcionários.
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A lei surge enquanto funcionários de grandes empresas, como Meta, Walmart e Amazon, se mostram preocupados com a automação das decisões de RH. Segundo a CNBC, a Meta enfrenta um processo judicial no qual ex-funcionários alegam que sistemas de IA demitiram pessoas que haviam tirado licença médica ou familiar.
A nova regra garante que um funcionário revise decisões tomadas principalmente por sistemas automatizados. Ou seja, antes de a empresa demitir alguém sugerido pela IA, um revisor analisará o caso, considerando outras informações, como avaliações de gestores e opiniões de colegas.
O trabalhador também deverá receber uma notificação por escrito quando a IA tiver sido usada em sua decisão de demissão ou disciplinar, informando quais dados foram utilizados pela ferramenta e fornecendo um contato humano para explicar o processo.
“Nenhum trabalhador jamais deveria ser demitido ou disciplinado por uma máquina, seja ela de inteligência artificial ou não. Os sistemas de inteligência artificial têm o potencial de aumentar a produtividade, mas também cometeram erros, fizeram julgamentos equivocados e demonstraram parcialidade”, disse o senador estadual Jerry McNerney, autor do projeto de lei, à CNBC.
A princípio, o governador Gavin Newsom havia vetado o projeto de McNerney, mas acabou aprovando a medida após o senador retirar exigências que haviam gerado resistência, como a obrigação de avisar funcionários sempre que uma IA estiver sendo utilizada e cláusulas sobre trabalhadores autônomos.
Mesmo com as mudanças, grupos empresariais criticaram a lei. “As obrigações do projeto de lei geralmente se aplicam quando um empregador ‘depende principalmente’ de um sistema automatizado de tomada de decisões, mas esse termo crucial nunca é definido”, disse Robert Singleton, diretor de políticas e assuntos públicos da Câmara de Progresso para a Califórnia e o Oeste dos EUA, segundo a CNBC.
“Os empregadores não recebem nenhum padrão objetivo para determinar quando uma tecnologia deixou de ser meramente informativa para uma decisão e passou a ser a base principal dela”, acrescentou. “A incerteza sobre se as ferramentas comuns se qualificam como sistemas automatizados de tomada de decisões regulamentados pode desencorajar os empregadores a usar tecnologias que melhoram a consistência, identificam riscos à segurança ou ajudam os gerentes a tomar decisões mais bem informadas.”
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