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Caos na saúde: médicos venezuelanos emitem alerta para a crise sanitária no país

Malária, microcefalia, dengue e Chikungunya são as maiores preocupações de infectologistas 

Internacional|Do R7

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De 2014 para 2015, os casos de malária aumentaram mais de 50% na Venezuela
De 2014 para 2015, os casos de malária aumentaram mais de 50% na Venezuela

A Sociedade Venezuelana de Infectologia emitiu um alerta na semana passada para a crise sanitária que o país vive e chamou a atenção para ao aumento de casos de doenças como malária, AIDS, dengue, febre Chikungunya e microcefalia, causada pela infecção do zika vírus em bebês.

Segundo o documento divulgado pelo órgão na semana passada, "a crise se acentou de maneira exorbitante nos últimos meses e parece ter chegado a um limite que lamentavelmente no existe quase nenhum recurso para oferecer às vítimas".


Uma das doenças que mais preocupa os infectologistas é a malária. Ainda de acordo com as informações divulgadas pela sociedade, essa doença estava controlada desde 1961 e somente 6 mil casos eram reportados anualmente. Mas, em 2015, esse número disparou para mais de 136 mil casos, o que representa um aumento de 52,6% em relação a 2014, quando foram registrados mais de 89 mil casos confirmados.

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A microcefalia também tem deixado os especialistas em estado de alerta, assim como a dengue e a febre Chikungunya, que também tem como vetor o mosquito Aedes aegypti.

Nos últimos meses, a Venezuela registrou centenas de casos de má formação neurológica durante períodos de gravidez, o que traz graves consequências para os recém-nascidos e afeta o desenvolvimento e motor das crianças.


Falta de medicamentos

A falta de abastecimento de medicamentos para pacientes diganosticados com AIDS e crianças com diarreia foi um dos pontos que os médicos chamaram a atenção da população e do governo. "Medicamentos necessários para curar doenças infecciosas se encontram em um ponto mais crítico pela carência absoluta dos mesmos", diz o documento.


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A escassez dos produtos tanto em órgãos públicos e privados ainda causa a piora no tratamento de infecções bacterianas e compromete a melhora de pessoas que já estão doentes, além de aumentar o número de mortes no país.

Veja um trecho do documento:

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