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Cardeal argentino Bergoglio é escolhido novo papa

Internacional|Do R7

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CIDADE DO VATICANO, 13 Mar (Reuters) - O cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio é o novo papa da Igreja Católica, numa rápida e surpreendente escolha no segundo dia de votação na Capela Sistina, no Vaticano, nesta quarta-feira.

Bergoglio, primeiro chefe máximo dos católicos nascido na América Latina, escolheu ser chamado de Francisco.

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Ele não estava entre os nomes apontados por especialistas como favoritos para suceder Bento 16, que renunciou no mês passado. O argentino superou cardeais como o italiano Angelo Scola e o brasileiro Odilo Scherer, que eram considerados fortes concorrentes.

Em suas primeiras palavras a milhares de fiéis na Praça de São Pedro, o papa Francisco declarou que parece que seus irmãos cardeais "foram até o fim do mundo" para encontrar o novo papa.

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Ele agradeceu o papa emérito Bento 16 por seu trabalho à frente da Igreja Católica e pediu que os fiéis rezem a Deus por ele, afirmando que o mundo deve iniciar um caminho de amor e fraternidade.

O conclave secreto com 115 cardeais que escolheu o papa começou na noite de terça-feira com uma primeira votação, e nesta quarta-feira outras quatro rodadas aconteceram. A fumaça branca indicando que o novo pontífice havia obtido a necessária maioria de dois terços aconteceu após a quinta votação.

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Uma multidão alegre na Praça de São Pedro começou a gritar e a aplaudir quando a fumaça branca apareceu, em meio a uma chuva persistente e ventos frios. A identidade do papa foi anunciada ao mundo a partir da sacada central da Basílica de São Pedro.

Além de Scola e dom Odilo, candidatos que vinham sendo citados incluíam os norte-americanos Timothy Dolan e Sean O'Malley, o canadense Marc Ouellet e o argentino Leonardo Sandri.

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Desde o começo do século 20, só um papa --Pio 12, em 1939-- foi eleito nas três primeiras votações. Nos últimos nove conclaves, houve em média sete votações até a definição. Bento 16, que era favorito claro em 2005, foi eleito no quarto escrutínio.

Bento 16 abdicou inesperadamente no mês passado, dizendo que ele não era mais forte o suficiente para enfrentar os desafios que afligem a Igreja, com um número estimado de 1,2 bilhão de fiéis.

A Igreja foi abalada por escândalos de abuso sexual e pelo caso "Vatileaks", em que um mordomo de Bento 16 revelou documentos secretos indicando corrupção e disputas internas na Cúria Romana.

A instituição tem sido atingida também pelo avanço do secularismo e de religiões concorrentes no mundo, e por problemas na gestão do Banco do Vaticano.

(Por Philip Pullella)

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