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Cem escolas do Quênia fecham por falta de segurança na fronteira com a Somália

Fechamento ocorreu devido aos recentes ataques do grupo jihadista Al Shabab na região

Internacional|Do R7

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Cerca de cem escolas de várias Províncias do nordeste do Quênia, próximas à fronteira somali, foram fechadas após as recentes incursões e ataques do grupo jihadista Al Shabab na região, informaram nesta quarta-feira (27) os meios de comunicação locais.

O último destes ataques ocorreu ontem, quando vários veículos da polícia queniana ficaram carbonizados após serem atacados por membros do Al Shabab no município de Yumbis, na Província de Garissa.

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Apesar dos jihadistas reivindicarem o ataque e assegurarem ter assassinado mais de 20 agentes, o Ministério do Interior queniano desmentiu esta informação e assegurou que apenas cinco policiais ficaram feridos, alguns em estado grave.

Este fato levou a decretar o fechamento de 83 escolas primárias e outras 12 de ensino médio nas províncias de Mandera, Wajir e Garissa, todas elas na zona fronteiriça com a Somália, segundo detalha o jornal The Star.

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O fechamento ocorre perante a incapacidade de garantir a segurança dos estudantes, que ainda lembram bem do massacre perpetrado há quase dois meses pelos jihadistas na Universidade de Garissa, onde morreram 148 pessoas, segundo o jornal.

A insegurança na zona também obrigou aos MSF (Médicos Sem Fronteiras) a evacuar 40 de seus trabalhadores do campo de refugiados de Dadaab, situado no nordeste.

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"Trata-se de uma medida preventiva que, infelizmente, tem um impacto direto em nossa capacidade de proporcionar assistência médica essencial para os refugiados", precisou a organização em comunicado.

Na semana passada, Al Shabab também tentou atacar Yumbis, mas a intervenção das forças de segurança impediu que houvesse vítimas.

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Apenas alguns dias antes, um grupo de jihadistas cruzaram a fronteira desde a Somália para dar um sermão em uma mesquita da cidade de Ijara, segundo a imprensa local.

O crescente número de ataques além das fronteiras pôs em interdição a capacidade das Forças de Segurança quenianas para controlar uma fronteira que discorre ao longo de 700 km de zona semidesértica e com uma densidade de população muito baixa.

A construção de um muro ao longo da fronteira é uma das últimas medidas anunciadas pelo governo queniano para melhorar a segurança e prevenir os ataques terroristas e os movimentos ilegais de população.

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