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Cessar-fogo é estendido na Ucrânia por mais 72 horas, até segunda-feira

Em 2014, 110 mil pessoas fugiram para a Rússia e 54 mil se deslocaram no país

Internacional|Do R7, com agências internacionais

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Crise na Ucrânia começou com a rejeição do ex-presidente Viktor Yanukovytch à assinatura de um acordo comercial com a UE
Crise na Ucrânia começou com a rejeição do ex-presidente Viktor Yanukovytch à assinatura de um acordo comercial com a UE

A Ucrânia estendeu nesta sexta-feira (27) um cessar-fogo das forças do governo contra os rebeldes separatistas em 72 horas, até as 22h de 30 de junho, de acordo com o site da presidência na internet.

O anúncio foi feito logo depois que o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, voltou de Bruxelas onde assinou um controverso acordo de livre comércio entre a Ucrânia e a União Europeia durante uma cúpula.


A extensão do cessar-fogo até segunda-feira coincidiu com o prazo dado pelos líderes da UE para que os rebeldes ucranianos devolvam o controle dos postos fronteiriços às autoridades de Kiev, libertem reféns e iniciem negociações para implementar o plano de paz de Poroshenko.

Refugiados


Um total de 110 mil pessoas fugiram da Ucrânia para a Rússia, e outras 54,4 mil optaram por abandonar suas casas e seguir para outros pontos do país desde o começo de 2014, anunciou o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).

"O Acnur constatou um claro aumento dos deslocamentos na Ucrânia", declarou a porta-voz Melissa Fleming, durante uma entrevista coletiva em Genebra em que destacou que a minoria das pessoas que partiram para a vizinha Rússia entraram com um pedido oficial de asilo.


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Em relação aos 54,4 mil refugiados internos, "12 mil são procedentes da Crimeia e o restante, de outras regiões do leste", assinalou

Dos 110 mil que fugiram para a Rússia, apenas 9 mil entraram com um pedido oficial de asilo, acrescentou.

Segundo o Acnur, outras 700 pessoas partiram para Polônia, Belarus, República Tcheca e Romênia. "As pessoas dizem ter medo de sequestros, contou Melissa.

Em Washington, a porta-voz do Departamento de Estado, Marie Harf, questionou a credibilidade das cifras, estimando que houve deslocamentos populacionais de um lado para o outro da fronteira.

"Não descarto a possibilidade de que milhares de pessoas tenham cruzado a fronteira de uma forma ou de outra. Mas essa ideia de que 100 mil ucranianos fugiram em massa pra a Rússia não é confiável", declarou.

Já a porta-voz do Acnur indicou que a maioria dos que cruzaram a fronteira são cidadãos de Donetsk e Lugansk (leste).

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As Nações Unidas apontaram em 16 de junho a existência de 34 mil refugiados internos na Ucrânia, mas a ONU só pôde identificar, então, 19 mil.

A crise na Ucrânia começou com a rejeição do ex-presidente Viktor Yanukovytch à assinatura de um acordo comercial com a UE, preferindo se voltar para a Rússia, com o objetivo de obter ajuda econômica para a ex-república soviética, em recessão há mais de dois anos.

A decisão provocou uma onda de protestos dos manifestantes pró-Europa, crise que causou a destituição de Yanukovytch, um conflito com a Rússia, que anexou a Crimeia a seu território em março, e uma rebelião separatista pró-Rússia no leste do país.

O atual presidente ucraniano, Petro Poroshenko, acabou assinando nesta sexta-feira, em Bruxelas, o acordo comercial com a UE previsto para novembro passado.

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