Charles de Gaulle: como é o porta-aviões nuclear enviado pela França para proteger ativos
Objetivo é apoiar os EUA e Israel em suas operações na região contra o Irã e marca um novo capítulo na guerra no Oriente Médio
Internacional|Do R7
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O presidente da França, Emmanuel Macron, ordenou na terça-feira (3), que o porta-aviões nuclear Charles de Gaulle se mova do Mar Báltico para o Mediterrâneo. O objetivo é apoiar os Estados Unidos e Israel em suas operações na região contra o Irã e marca um novo capítulo na guerra no Oriente Médio.
O nome da embarcação faz referência ao ex-presidente Charles de Gaulle, que governou a França por dois mandatos: entre 1944 e 1946 e de 1959 a 1969. Trata-se do maior porta-aviões da Europa Ocidental, além do único de propulsão nuclear no continente.
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A embarcação é capaz de percorrer até 1.000 km por dia, transportando uma tripulação de até 2 mil pessoas, 40 aeronaves de guerra, itens eletrônicos e misseis.
Além disso, conta com um sistema de catapulta a vapor capaz de lançar caças F/A-18 E/F Super Hornet e C-2 Greyhound.
Já o seu grupo aéreo tem caças de ataque Dassault Rafael M, aeronaves de alerta aéreo antecipado E-2C Hawkeye e vários helicópteros.
O Charles de Gaulle passou por reformas e atualizações desde que foi criado. A última foi em 2017, que envolveu o reabastecimento do reator nuclear e modernização dos sistemas de suporte e comunicação.
O porta-aviões já foi utilizado em diversas operações. Em 2001 e 2002, apoiou as forças americanas e aliadas no Afeganistão pelo Oceano Índico. Em 2011, participou da operação que impôs a proibição de voos sobre a Líbia e, em 2015, atuou contra o Estado Islâmico na Síria.
Poderio militar da França
Segundo o Global Fire Power, que compila dados militares de 145 países, o orçamento da França para Defesa é estimado em US$ 67,2 milhões para este ano. São 264 mil militares na ativa, entre Exército, Marinha e Aeronáutica, e 43,4 mil na reserva.
O país também conta com 974 aeronaves militares, sendo o 10º país no mundo mais bem colocado no ranking dos que investem nesse tipo de arsenal. Por modelo, são 15 navios-tanque, 44 para missão especial, 118 transportes de asa fixa, 140 treinadores, são 223 combatentes e 452 helicópteros.
Já no mar, o país dispõe de três porta-helicópteros, cinco fragatas, nove submarinos, 11 destróieres, 19 navios guerra de minas e 22 embarcações de patrulha.
Em relação ao poderio terrestre, são 427 tanques e 110.787 veículos em estoque. São 74 artilharias autopropulsadas e 9 de foguete.
Mais de 200 ogivas nucleares
Outro destaque da França é o seu poderio nuclear. Atualmente, o país é a única potência nuclear da União Europeia, com 290 ogivas, atrás apenas de China, Estados Unidos e Rússia.
Na segunda-feira (2), Macron anunciou que o arsenal atômico deve ser ampliado como resposta à tensão com o Irã. Segundo o presidente francês, a decisão é histórica e essencial. “Para ser livre, é preciso ser temido. E para ser temido, é preciso ser poderoso”, disse ele.
Ainda segundo Macron, oito países europeus já concordaram em participar da nova estratégia. O arsenal francês, por sua vez, será colocado à disposição dos aliados do continente.
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