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China sinaliza foco diplomático nos EUA, Japão e Coreia do Norte

Internacional|Do R7

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Por Ben Blanchard

PEQUIM, 28 Fev (Reuters) - A China está sinalizando a intenção de resolver suas conturbadas relações com os Estados Unidos, o Japão e a Coreia do Norte, com a provável nomeação para os principais cargos diplomáticos de dois funcionários com grande experiência nesses países.

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O chanceler Yang Jiechi, que foi embaixador nos EUA de 2001 a 2005 e fala inglês fluentemente, deve ser promovido a conselheiro estatal para política externa, segundo três fontes independentes. A China tem apenas cinco desses conselheiros, e o cargo está hierarquicamente acima do ministro de Relações Exteriores.

Yang, de 62 anos, deve ser substituído na chancelaria por Wang Yi, embaixador chinês no Japão entre 2004 e 2007, e ex-representante do governo de Pequim para a Coreia do Norte. Ambos devem ser aprovados para os novos cargos durante a sessão plenária anual do Parlamento, em março, segundo essas fontes.

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"Yang Jiechi estará no banco do motorista, ele sabe muito sobre as relações sino-americanas", disse Jean-Pierre Cabestan, especialista em China da Universidade Batista de Hong Kong.

O estudioso disse que as relações com o novo governo conservador japonês são outra prioridade para Pequim. "Tenho certeza de que eles também estão um pouco preocupados com as guinadas direitistas na política doméstica e externa do Japão."

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A China vê com preocupação o "giro" estratégico dos EUA para a Ásia, temendo que isso seja parte de um esforço para conter a ascensão da China como potência global. Os dois países têm profundas discordâncias sobre muitos temas, do comércio aos direitos humanos.

China e Japão, segunda e terceira maiores economias mundiais, respectivamente, sempre tiveram relações problemáticas, por causa da ocupação japonesa em partes da China até o final da Segunda Guerra Mundial. Mas as relações se deterioraram drasticamente no ano passado, por causa da disputa por ilhotas desabitadas no mar do Leste da China.

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Apesar da retórica agressiva e do temor de uma escalada militar, Tóquio e Pequim vêm tentando resgatar suas relações, num reconhecimento da importância dos seus vínculos econômicos e de investimentos. Wang, que fala japonês, deve poder ajudar nesse sentido.

"Será benéfico para as relações China-Japão, já que ele foi embaixador no Japão e conhece bem o Japão ... Deve ajudar na diplomacia e nas comunicações entre os dois lados", disse Huang Dahui, especialista em Japão na Universidade Renmin, em Pequim.

Wang, de 59 anos, é visto como um diplomata educado, capaz e tranquilo, que recebeu muitos elogios por seu papel na melhora das relações com Taiwan.

Outra área turbulenta com a qual Wang já lidou foi o contato com a Coreia do Norte, como representante da China, entre 2007 e 2008, nas negociações multilaterais para o desarmamento nuclear norte-coreano. A China é a principal aliada do regime comunista norte-coreano.

(Reportagem adicional de Terril Yue Jones e Megha Rajagopalan em Hong Kong)

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