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Cidadãos da Europa e EUA são contra espionagem de aliados, aponta pesquisa

Ampla maioria também acredita que governos não deveriam vigiar os próprios cidadãos

Internacional|Do R7

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Americano levanta placa com a palavra "heroi" e a foto de Edward Snowden
Americano levanta placa com a palavra "heroi" e a foto de Edward Snowden

Os europeus e os norte-americanos são amplamente contra que seus governos espionem seus próprios cidadãos e aqueles dos países aliados, mostra uma pequisa divulgada nesta terça-feira (12), o que reflete o descontentamento a respeito da vigilância revelada pelo ex-funcionário de inteligência dos Estados Unidos Edward Snowden.

A oposição ao monitoramento do governo de telefones privados e dados de internet foi mais forte na Alemanha, onde denúncias de Snowden causaram indignação e prejudicaram as relações ente Berlim e os EUA.


Entre os alemães, 70% disseram que a segurança nacional não justifica a coleta de dado telefônicos e de internet dos cidadãos, de acordo com a pesquisa feita pelo German Marshall Fund para os Estado Unidos, um centro de pesquisa dedicado à promoção das relações entre a Europa e a América do Norte.

Apenas 25% dos alemães discordam.


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Os alemães foram ainda mais hostis em relação ao governo coletar dados telefônicos e de internet de pessoas em países aliados, com 72% contra e 20% a favor.

Cerca de mil pessoas foram entrevistadas em cada país no início de setembro, antes de uma nova onda de revolta na Europa, após o jornal britânico The Guardian publicar que os EUA monitaram as conversas telefônicas de 35 líderes mundiais.


A Alemanha convocou o embaixador dos EUA em outubro pela primeira vez na história para exigir explicações sobre as suspeitas de que Washington grampeou o telefone pessoal da chanceler Angela Merkel.

Nos EUA, 54% das pessoas são contra a vigilância do governo sobre cidadãos norte-americanos, mas os EUA consideram a espionagem sobre cidadãos de países aliados de maneira mais ambígua, com 44% contra e 33% alegando que seria justificável.

Na Grã-Betranha, cuja agência de espionagem GCHQ supostamente cooperou de perto com a Agência Nacional de Segurança dos EUA (NSA, na sigla em inglês), 44% dos pesquisados disseram que a vigilância do governo sobre cidadãos britânicos sob o pretexto de segurança nacional seria injustificável, ante 33% que disseram ser justificável.

Ainda entre os britânicos, 34% acham que a vigilância do governo sobre cidadãos de países aliados não se justifica, enquanto 30% acredita que pode ser justificada.

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