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Colômbia perde favoritismo para Nobel da Paz após rejeição a acordo com Farc

Diante do resultado negativo, presidente prometeu tentar um novo acordo

Internacional|Do R7

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Simpatizantes do "sim" choram ao saber do resultado
Simpatizantes do "sim" choram ao saber do resultado

Pesquisadores de iniciativas de paz retiraram a Colômbia de uma lista de favoritos ao prêmio Nobel da Paz nesta segunda-feira (3), uma vez que a maioria dos colombianos votou "não" em um referendo sobre o acordo para encerrar uma guerra de 52 anos com os rebeldes das Farc.

A rejeição surpreendente de domingo (2), vinda na esteira das críticas de que o acordo era muito leniente com os guerrilheiros, melhorou as chances de outros candidatos ao prêmio, como uma ativista de direitos humanos da Rússia ou mediadores do acordo nuclear com o Irã, disseram.


"A Colômbia está fora de qualquer lista crível", disse Kristian Berg Harpviken, diretor do Instituto de Pesquisas da Paz, em Oslo, falando a repórteres sobre o Nobel da Paz de 2016, que será anunciado na capital norueguesa na sexta-feira.

Após derrota em referendo, Santos promete novo acordo de paz


O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, e o principal comandante das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Rodrigo Londoño, mais conhecido pelo pseudônimo Timochenko, estavam entre os mais cotados para receber a honraria antes do referendo.

O prêmio foi concedido muitas vezes a processos de paz promissores, como o da Irlanda do Norte em 1998, entre israelenses e palestinos em 1994 e até no Vietnã em 1973, mas jamais indo de encontro a uma votação popular.


"Agora está fora de cogitação" dá-lo à Colômbia, disse Asle Sveen, historiador que monitora a premiação. Ele havia apostado em uma vitória do acordo colombiano por encerrar uma guerra na qual mais de 220 mil pessoas morreram.

Sveen disse que agora acredita que a honraria irá para o acordo entre o Irã e potências mundiais, conforme o qual Teerã terá sanções suspensas em troca da contenção de seu programa nuclear.


Os candidatos possíveis são o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Mohammed Javad Zarif, e a chefe de política externa da União Europeia, Frederica Mogherini, segundo ele.

Harpviken, que havia colocado a Colômbia em segundo em uma lista final que depurou 376 indicados, reafirmou como sua favorita Svetlana Gannushkina, ativista russa de direitos humanos voltada a refugiados e imigrantes.

Milhares de pessoas, incluindo membros de todos os parlamentos nacionais, professores de relações internacionais e ex-vencedores, podem fazer indicações ao prêmio.

O ministro das Relações Exteriores da Noruega, Boerge Brende, cujo país ajudou a mediar o acordo colombiano, expressou decepção com o plebiscito. "Temos que tentar resgatar o processo de paz", afirmou ao canal independente TV2.

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