Como os restos mortais do rei Alfredo, o Grande, foram parar debaixo de um estacionamento
Pesquisador independente acredita que o corpo do monarca foi levado a Winchester, na Inglaterra, após diversas transferências
Internacional|Do R7
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O paradeiro dos restos mortais de Alfredo, o Grande, um dos principais reis da Inglaterra medieval, voltou a chamar atenção após um pesquisador afirmar que eles podem estar enterrados sob um estacionamento na cidade inglesa de Winchester. A hipótese surgiu após anos de investigação, mas ainda não foi confirmada por especialistas.
Alfredo governou o reino de Wessex entre os anos de 871 e 899. Ele ficou conhecido por fortalecer o território contra invasões vikings e incentivar a educação.
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Quando morreu, em 899, o rei foi sepultado na antiga catedral de Winchester. Anos depois, seus restos mortais foram levados para uma nova catedral construída por seu filho, Eduardo, o Velho. Já por volta de 1110, eles foram transferidos novamente, desta vez para a Abadia de Hyde.
O mistério começou séculos depois, quando a abadia foi desativada. Embora os túmulos tenham permanecido no local, em 1788, a área passou por novas obras para a construção de uma prisão, o que pode ter alterado o destino dos restos mortais.
Na década de 1860, um antiquário afirmou ter encontrado os ossos de Alfredo durante escavações na antiga abadia. Eles foram levados para a Igreja de São Bartolomeu e enterrados em uma sepultura sem identificação. No entanto, uma análise feita em 2013 mostrou que aqueles ossos pertenciam a pelo menos seis pessoas diferentes, todas mortas cerca de dois séculos depois do rei.
Após essa descoberta, o pesquisador Graham Phillips decidiu investigar o caso. Segundo ele, um jornal publicado em 1800 relata que ossos encontrados durante a construção da prisão foram enterrados novamente em outro ponto da região, onde hoje funciona um estacionamento.
Phillips pretende analisar a área com equipamentos de radar que não exigem escavações. Apesar da nova teoria ter ganhado força entre historiadores, ela ainda não foi revisada por outros especialistas nem recebeu apoio oficial da Universidade de Winchester.
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