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Colômbia vai às urnas em eleição rodeada de violência e possível guinada à direita

Candidatos se dividem entre continuar ou reverter as políticas do presidente Gustavo Petro

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Os colombianos vão às urnas em meio a alertas de violência de grupos armados ilegais e uma campanha dividida entre continuar ou reverter as políticas do presidente Gustavo Petro.
  • Três candidatos se destacam nas pesquisas: Iván Cepeda, Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia, com Cepeda prometendo continuar a política de 'paz total' de Petro.
  • Valencia e De la Espriella propõem uma guinada à direita, priorizando austeridade e combate rigoroso aos grupos armados ilegais e narcotraficantes.
  • A eleição contará com 1.500 observadores internacionais para garantir a transparência, e 41,4 milhões de colombianos estão habilitados para votar.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Os candidatos Ivan Cepeda, Paloma Valencia e Abelardo de La Espriella Montagem com fotos de Luisa Gonzalez/Reuters

Em meio a alertas por violência de grupos armados ilegais e uma campanha marcada pela divisão entre continuar ou reverter as políticas do presidente Gustavo Petro, os colombianos vão às urnas neste domingo para eleger um novo governante entre uma lista de 11 candidatos.

Na ampla lista de candidatos, as pesquisas mostraram uma corrida acirrada entre três líderes: o governista Iván Cepeda e os opositores Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia, deixando para trás até agora outros candidatos que representam setores mais moderados.


Cepeda, senador e candidato pelo governista Pacto Histórico, prometeu aprofundar a agenda política de Petro, ampliando programas sociais e continuando com as reformas do sistema previdenciário e trabalhista, enquanto busca que o Congresso aprove a polêmica reforma da saúde.

Enquanto isso, Valencia, afilhada política do ex-presidente Álvaro Uribe (2002-2010), e De la Espriella, simpatizante de Donald Trump e Nayib Bukele, prometeram dar ao país uma guinada para priorizar a austeridade do Estado e a mão dura contra os grupos armados ilegais e os narcotraficantes.


Entre os líderes, Cepeda é o único que continuaria com a política de “paz total”, com a qual Petro iniciou diálogos paralelos com os grupos revolucionários ilegais, aos quais ainda não conseguiu desarmar.

O próximo inquilino do palácio presidencial deverá governar em um país com cerca de 27 mil insurgentes, segundo cálculos da Fundação Ideias para a Paz, um centro de pesquisa sobre o conflito interno.


Uma década após a assinatura do acordo de paz com as extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), o país ainda lida com dissidências dessa guerrilha e outros grupos armados como o cartel Clã do Golfo e a guerrilha Exército de Libertação Nacional, alimentados pelo narcotráfico e a mineração ilegal.

Os locais de votação serão abertos às 10h e fecharão às 18h; ambos os horários são de Brasília. No total, 41,4 milhões de colombianos estão habilitados para votar. A Registraduría Nacional iniciará hoje a contagem dos votos, sem horários fixos para entregar o resultado inicial, que tem uma função informativa e que, nos dias posteriores, será verificado durante a apuração em que será declarada a eleição.


A jornada eleitoral contará com aproximadamente 1.500 observadores de organizações e missões internacionais que vigiarão sua transparência, incluindo o Centro Carter e a União Europeia.

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