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Com flores e salva de tiros, Japão se despede de Shinzo Abe

Ex-primeiro-ministro japonês foi baleado e morto durante comício no início de julho deste ano; cinzas do político estão em Tóquio

Internacional|Do R7

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Velório Shinzo Abe no Japão é rodeado de controvérsias
Velório Shinzo Abe no Japão é rodeado de controvérsias

Com flores, orações e uma salva de 19 tiros, o Japão homenageou o ex-primeiro-ministro Shinzo Abe nesta terça-feira (27) no primeiro funeral de Estado para um ex-premiê em 55 anos — uma cerimônia que se tornou tão controversa quanto ele era em vida.

A cerimônia começou às 14h no horário local, com as cinzas de Abe levadas para o Nippon Budokan Hall no centro de Tóquio por sua viúva, Akie, ao som de uma banda militar e os estrondos da saudação da guarda de honra.

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Milhares de pessoas em luto estiveram perto do local desde o início da manhã para prestar suas últimas homenagens. Em poucas horas, cerca de 10 mil pessoas colocaram flores, mostrou a televisão, com espera em longas filas de três horas.

"Eu sei que é divisivo e há muitas pessoas contra isso, mas havia tantas pessoas na fila para oferecer flores", disse Yoshiko Kojima, uma dona de casa de 63 anos de Tóquio. "Senti que agora que o funeral está realmente acontecendo, muitas pessoas saíram para orar por ele."

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O assassinato de Abe em um comício de campanha em 8 de julho desencadeou uma enxurrada de revelações sobre os laços entre parlamentares do Partido Liberal Democrata (LDP) que ele liderava e a Igreja da Unificação, que os críticos chamam de seita, provocando uma reação contra o atual primeiro-ministro Fumio Kishida.

Com seus índices de apoio reduzidos ao nível mais baixo de todos os tempos pela controvérsia, Kishida se desculpou e prometeu cortar os laços do partido com a igreja.

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Mas a oposição a homenagear Abe com um funeral de Estado, o primeiro evento desse tipo desde 1967, persistiu, alimentada por um custo de 11,5 milhões de dólares a ser arcado pelo Estado em um momento de dificuldades econômicas para os cidadãos comuns.

Em uma parte do centro de Tóquio, manifestantes acenavam com cartazes e gritavam "sem funeral de Estado" ao som de uma guitarra.

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Dentro do Budokan, conhecido local de eventos, havia um grande retrato de Abe enfeitado com uma fita preta pendurado sobre um banco de flores verdes, brancas e amarelas.

Perto dali, uma parede de fotos mostrava Abe com líderes do G7, de mãos dadas com crianças e visitando áreas de desastre.

A cerimônia terminou depois que o último colocou flores no palco. Kishida e Akie Abe, então, carregaram as cinzas para fora do salão.

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