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Com proposta de cessar-fogo, EUA tentam ‘estabilizar minimamente os preços do petróleo’; veja análise

Especialista afirma que resiliência do Irã não era esperada e tem levado à queda de popularidade de Donald Trump

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Estados Unidos enviaram proposta de cessar-fogo ao Irã, mas foi recusada.
  • A guerra já se prolonga há quase um mês, contrariando expectativas iniciais.
  • Donald Trump busca estabilizar preços do petróleo e restaurar estoques de mísseis.
  • Pressão interna nos EUA demanda foco em crescimento e desenvolvimento econômico, em vez de conflitos.

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Ao todo, 15 pontos foram incluídos na proposta de cessar-fogo com o Irã, enviada pelos Estados Unidos por meio do Paquistão. Nesta quarta (25), uma fonte anônima de alto escalão afirmou a uma emissora estatal iraniana que ela não foi aceita e que “o Irã vai encerrar a guerra quando decidir e quando as próprias condições forem atendidas”.

A recusa confirma o prolongamento da guerra, perto de completar um mês de duração. “Essa guerra começou com os EUA dizendo que duraria alguns dias e não mais do que duas semanas. O que estamos assistindo, na prática, é que o regime iraniano é altamente resiliente”, analisou o pesquisador do núcleo de estudos dos países Brics da Universidade Federal Fluminense, Lier Ferreira.


Drones com mísseis do Irã, enfileirados
Força bélica do Irã, tanto naval quanto aérea, não era esperada pelos EUA Reprodução/Record News

O especialista destacou, ao longo de uma entrevista ao Conexão Record News desta quarta, a capacidade que o poder bélico do Irã ainda possui, mesmo com os ataques sofridos. Ferreira aponta que o fechamento do estreito de Ormuz e o bombardeio de países vizinhos o mantêm como uma potência preparada para o conflito.

Os objetivos de Donald Trump ao enviar o cessar-fogo e anunciar o adiamento de ataques às instalações de energia do país seriam, então, encontrar um breve respiro na guerra: “Eles querem estabilizar minimamente os preços do petróleo, restaurar os próprios estoques de mísseis e tentar fortalecer o relacionamento com a chamada oposição iraniana, que, infelizmente, pela brutalidade do regime, está completamente silenciada”.


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Além dos desafios enfrentados no Oriente Médio, o professor menciona a pressão interna que Trump enfrenta pela sociedade norte-americana: “O eleitorado americano não quer saber de guerra ou de sequestro de líderes de outros países. O eleitorado americano quer ver os EUA crescendo, se desenvolvendo, gerando trabalho, renda e riqueza“.

O especialista conclui: “Com essas guerras sistemáticas, os Estados Unidos prejudicam a economia global e, por incrível que pareça, prejudicam ainda mais a sua própria economia, dando munição aos seus rivais mais importantes”.

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