Como técnicas de camuflagem estariam sendo usadas pelo Irã para evitar detecção em Ormuz
Ocultação de dados já havia sido adotada pela Rússia na guerra contra a Ucrânia
Internacional|Do R7
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Desde o início do bloqueio dos Estados Unidos a navios que entram e saem de portos iranianos, aumentou o número de embarcações que tentam evitar a detecção no estreito de Ormuz. As informações são do The New York Times.
“Estamos começando a ver embarcações desaparecendo dos radares ou utilizando identificações ‘zumbis’ ou aleatórias”, afirma Ami Daniel, diretor-executivo da empresa de dados de inteligência marítima Windward, em entrevista à publicação americana.
O aumento na manipulação de sistemas globais de rastreamento marítimo também vem sendo observado. Como parte da falsificação, é comum desligar temporariamente o transponder, um dispositivo que informa dados como nome, localização e rota e que tem uso previsto pelo direito marítimo internacional. Com isso, o navio “desaparece” dos sistemas de monitoramento e reaparece depois com informações alteradas.
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Navios iranianos desaparecem dos sistemas
A ocultação de dados já havia sido adotada pela Rússia como estratégia para driblar sanções após o início da guerra contra a Ucrânia.
Já no Irã, que tem uma economia fortemente dependente de seus portos, vem sendo notado que alguns navios desaparecem dos sistemas, enquanto outros operam sob bandeiras falsas ou mesmo estando sob sanções, de acordo com relatório da Windward que o NYT teve acesso.
O uso dessas técnicas pode dificultar o trabalho de identificação e interceptação por forças navais. Ainda assim, especialistas ouvidos pelo NYT avaliam que as táticas são limitadas. Isso porque o estreito de Ormuz é uma rota estreita e estratégica, o que dificulta a passagem de embarcações sem qualquer tipo de detecção.
Para reforçar o monitoramento, forças armadas e empresas de inteligência marítima também recorrem ao uso de satélites ópticos, radares e sinais de rádio.
Satélite chinês para monitorar bases americanas
O Irã teria usado um satélite de tecnologia chinesa para monitorar bases americanas, aponta o jornal britânico Financial Times.
Documentos vazados indicam que o satélite coletou coordenadas e dados geográficos antes e durante ataques a bases dos EUA na região. As imagens teriam incluído instalações na Arábia Saudita, Jordânia, Kuwait e Bahrein, além de aeroportos. O governo chinês nega as informações.
A China mantém relações estratégicas com países do Oriente Médio, incluindo o Irã, mas afirma adotar uma postura imparcial publicamente. Nos EUA, o presidente Donald Trump disse ter pedido ao líder chinês, Xi Jinping, que não fornecesse armas ao Irã.
Por meio das redes sociais, o republicano declarou que espera um encontro com Xi em Pequim nas próximas semanas. Segundo ele, os dois países estão “trabalhando juntos de forma inteligente”.
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