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Combates continuam a deixar mortos na Síria, apesar de acordo de paz

Novo cessar-fogo nacional entrar em vigor na segunda-feira (12)

Internacional|Do R7, com agências internacionais

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Conflito já deixou milhares de mortos e moradores em dificuldade para encontrar água e comida
Conflito já deixou milhares de mortos e moradores em dificuldade para encontrar água e comida

Dezenas de pessoas foram mortas em sequência de ataques aéreos na cidade síria de Idlib e ataques também se alastraram pelo sul da cidade síria de Aleppo neste sábado (10), horas depois de os Estados Unidos e a Rússia saudarem um acordo para colocar o processo de paz na Síria de volta nos trilhos.

O Exército atacou áreas controladas pelos rebeldes, tentando maximizar os ganhos recentes antes de um novo cessar-fogo nacional entrar em vigor na segunda-feira (12). Os insurgentes disseram que estavam planejando uma contraofensiva.


Uma aeronave israelense atacou um posto de artilharia depois que um morteiro perdido da guerra civil síria atingiu as colinas de Golã, área controlada por forças israelenses, de acordo com militares de Israel. O morteiro caiu logo após a fronteira, sem deixar feridos, e em retaliação a força aérea de Israel alvejou "posições da artilharia do regime sírio", informaram os militares.

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Cessar-fogo


Após mais uma rodada de negociações para definição de um plano para reduzir a violência na Síria e levar o país árabe a um processo de transição política, os ministros norte-americano e russo anunciaram que se “a janela de oportunidade” for respeitada, Washington e Moscou iniciarão uma colaboração militar para combater grupos terroristas, como a Frente Al Nusra e o Estado Islâmico.

O governo brasileiro saudou o anúncio do acordo, que foi mediado pelas Nações Unidas e envolve, além do cessar-fogo, a melhoria do acesso humanitário; a criação de condições para a retomada do Diálogo Político Intra-Sírio mediado; a separação efetiva, no terreno, entre grupos oposicionistas participantes do diálogo e grupos terroristas; e o combate ao terrorismo na Síria.


De acordo com nota assinada pelo chanceler José Serra, divulgada pelo Ministério de Relações Exteriores, o governo brasileiro espera que a cessação de hostilidades constitua passo significativo na direção de um acordo definitivo entre o governo sírio e os grupos oposicionistas participantes do diálogo, que permita encerrar o conflito e assegurar à Síria um futuro seguro e pacífico.

Guerra civil

Anos de luta na cidade dividida do norte do país, a maior da Síria antes da guerra civil, já mataram milhares de pessoas e deixaram moradores em dificuldade para encontrar água e comida. A violência na cidade minou os esforços de paz anteriores.

O exército e as milícias pró-governo avançaram a partir da de área de Ramousah em direção a bolsões rebeldes no distrito Amiriyah, disseram ambos os lados.

"Os combates estão ocorrendo em todas as frentes do sul de Aleppo, mas os confrontos em Amiriyah são os mais pesados", disse o capitão Abdul Salam Abdul Razak, porta-voz militar das brigadas rebeldes Nour al-Din al Zinki.

Vitórias recentes do governo em Ramousah reabriram a rota principal de acesso no oeste da cidade, controlado pelo governo, e permitiram que as forças que apóiam o presidente Bashar al Assad cercassem o leste da cidade, controlado pelos rebeldes.

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