Logo R7.com
RecordPlus
‌

Começam operações de retirada da cobertura do reator 1 de Fukushima

Ação vai evitar dispersão de material radioativo no ar antes da demolição total da unidade 

Internacional|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Acidente de Fukushima ocorreu em março de 2011
Acidente de Fukushima ocorreu em março de 2011

A usina nuclear de Fukushima começará nesta quarta-feira (22) um longo e delicado processo de retirada da cobertura que envolve o reator 1, de modo a evitar a dispersão de material radioativo no ar antes do desmantelamento total da unidade.

A operadora da usina, Tokyo Electric Power (TEPCO) informou que vários operários perfurarão meia centena de buracos no teto da cobertura.

‌

Cresce a radiação nos aquíferos de Fukushima após passagem de tufão no Japão

Japão poderá reativar sua primeira usina nuclear após acidente em Fukushima

‌

Este revestimento de poliéster foi colocado há três anos sobre o edifício do reator para ajudar a reduzir as emissões radioativas. Ele sofreu uma explosão por causa da concentração de hidrogênio no acidente de 2011. 

Através desses buracos será inserido um produto químico para fixar o pó que está em suspensão no edifício e evitar que as partículas radioativas se espalhem no ar quando o revestimento for retirado.

‌

A TEPCO anunciou inicialmente que a retirada da cobertura começaria em julho, mas decidiu adiá-la porque foi detectada a presença de material radioativo em arrozais próximos à usina, aparentemente pelo pó levantado na retirada de escombros que circundavam o reator 3.

O passo seguinte será a retirada parcial, na semana que vem, da parte superior da cobertura para checar se o pó se dispersa ou não. As operações em grande escala para tirar o revestimento não será iniciada antes de março de 2015.

‌

A retirada dos escombros deixados pela explosão de hidrogênio começará em 2016, e em 2017 o objetivo é começar a retirar as barras de urânio da piscina de combustível que há no edifício do reator.

A parte mais difícil, a retirada do urânio parcialmente fundido da unidade de fusão ainda não tem data prevista, pois seu interior ainda não pôde ser acessado devido aos altíssimos níveis de radiação.

Devido à enorme complexidade do processo calcula-se que o desmantelamento total dos reatores de Fukushima deve levar entre 25 e 35 anos.

O acidente em Fukushima, provocado pelo terremoto e tsunami de março de 2011, foi o pior desde o de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986. Suas emissões e vazamentos radioativos ainda mantêm milhares de pessoas que viviam em torno da central fora de suas casas, e afetaram gravemente a agricultura, a pesca e a pecuária local. 

O que acontece no mundo passa por aqui

Seja bombardead@ de boas notícias. R7 Torpedos

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.