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Conheça o prédio onde vive quase toda a população de uma cidade no Alasca

Além dos apartamentos, complexo residencial de 14 andares reúne serviços essenciais

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Em Whittier, Alasca, cerca de 95% dos habitantes vivem no Begich Towers, um edifício que concentra moradias e serviços essenciais.
  • O Begich Towers, construído na década de 1950, foi inicialmente projetado para acomodar militares durante a Guerra Fria.
  • A cidade é conhecida como 'cidade sob o mesmo teto' devido à concentração de serviços e moradias em um único local, facilitando a vida em condições climáticas rigorosas.
  • Whittier possui um forte senso de comunidade, embora não todos os moradores vivam no Begich Towers, alguns optam por uma vida social intensa enquanto outros preferem uma rotina mais reservada.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Whittier ganhou o apelido de 'cidade sob o mesmo teto' Reprodução/Instagram/@jmjrdc

Em Whittier, no Alasca, nos Estados Unidos, tarefas cotidianas como ir ao mercado, buscar uma correspondência ou encontrar vizinhos podem ser resolvidas sem sair do mesmo edifício. Isso porque aproximadamente 95% dos habitantes do município vivem no Begich Towers, um complexo residencial de 14 andares que reúne moradias e serviços essenciais.

Com cerca de 272 moradores, Whittier ganhou o apelido de “cidade sob o mesmo teto”. Segundo o jornal argentino La Nación, no local, além dos apartamentos, há comércio, repartições públicas e até uma hospedagem. A estrutura foi pensada para atender às necessidades de uma população que enfrenta condições climáticas rigorosas e vive em uma região de acesso limitado.

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O modelo de ocupação é incomum até mesmo para os padrões do Alasca. Em vez de se espalharem por diferentes bairros, os habitantes compartilham praticamente o mesmo endereço e convivem em espaços comuns. A concentração também permite que parte das atividades diárias seja realizada sem enfrentar o frio intenso do lado de fora.

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De alojamento militar a condomínio residencial

A origem do Begich Towers está ligada à presença das Forças Armadas americanas na região durante a Guerra Fria. O edifício foi construído na década de 1950, quando Whittier funcionava como um importante ponto estratégico para o Exército dos EUA.

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Concluído em 1957, o prédio recebeu originalmente o nome de Hodge Building e foi projetado para acomodar militares, funcionários civis e suas famílias. A estrutura tinha cerca de 150 apartamentos, distribuídos em 14 pavimentos.

A cidade também abrigava outra construção de grandes proporções, o Buckner Building, erguido para receber militares e concentrar diferentes instalações, como hospital, teatro, igreja e áreas de recreação. O complexo chegou a ser chamado de uma cidade dentro de um edifício.

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Em 1960, com o encerramento das operações militares em Whittier, os prédios tiveram destinos diferentes. Enquanto o Buckner Building foi abandonado, o Hodge permaneceu em funcionamento e acabou transformado em condomínio residencial.

Mais tarde, recebeu o nome de Begich Towers, em homenagem ao deputado americano Nick Begich, que desapareceu em um acidente aéreo no Alasca, em 1972. A mudança de nome foi oficializada em 1974.

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Mercado, correios e escola fazem parte da estrutura

O Begich Towers reúne diferentes serviços que ajudam a reduzir a necessidade de deslocamentos. Entre as instalações, destaca o La Nación, estão uma loja de conveniência, lavanderia, agência dos Correios, delegacia, igreja e um hotel que ocupa os dois andares superiores do edifício.

A escola municipal também fica nas proximidades e é ligada ao condomínio por uma passagem subterrânea. O acesso permite que estudantes e funcionários cheguem ao local sem enfrentar as baixas temperaturas, os ventos fortes e a neve durante o inverno.

A localização de Whittier ajuda a explicar a importância dessa estrutura. A cidade fica em uma área cercada por montanhas e próxima ao Prince William Sound. O acesso terrestre é feito pelo túnel Anton Anderson Memorial, com aproximadamente 4 quilômetros de extensão, que atravessa uma montanha e opera em sistema de tráfego alternado para veículos e trens.

O isolamento geográfico e as condições climáticas fizeram com que a concentração de moradias e serviços se tornasse uma solução prática para os habitantes.

Como é viver em uma cidade dentro de um prédio?

A proximidade entre os moradores faz com que a convivência seja uma característica marcante de Whittier. Em entrevista ao High Country News, um residente descreveu a experiência de maneira simples: todos vivem na mesma casa, mas cada um tem seu próprio quarto.

A relação entre os habitantes, no entanto, não significa que todos tenham os mesmos hábitos ou sejam necessariamente próximos. Em reportagem da rádio pública americana NPR, moradores relataram que alguns gostam da intensa vida social proporcionada pela estrutura, enquanto outros valorizam justamente a possibilidade de manter uma rotina mais reservada.

O sentimento de comunidade também é influenciado pelas dificuldades enfrentadas em uma região tão isolada. A ajuda entre vizinhos e a proximidade dos serviços são aspectos importantes para quem escolhe permanecer no município.

Apesar da fama de cidade incomum, Whittier não é uma comunidade completamente fechada dentro do condomínio. Há moradores que vivem em outras construções, barcos e trailers. Ainda assim, o Begich Towers continua sendo o principal endereço residencial do município.

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