Condição de Flávio Bolsonaro nos EUA não é a de asilo político, explica especialista
Donald Trump declarou nesta quarta-feira (28) que aprova a entrada do senador no país; pesquisador analisa desdobramentos nas relações diplomáticas entre Brasil e EUA
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aprovou a ida do senador Flávio Bolsonaro (PL) para o país, após a derrota nas eleições presidenciais. A declaração foi dada nesta quarta-feira (28). Questionado sobre as eleições, Trump respondeu, sem apresentar evidências, que a votação pareceu corrupta e fraudada e afirmou que não apoiou nenhum dos candidatos, porém classificou como estranha a apuração.
O Departamento de Estado Americano afirmou que concederia vistos de entrada para Flávio e sua família. No programa Conexão Record News desta quarta, Vitelio Brustolin, professor de relações internacionais da UFF (Universidade Federal Fluminense) e pesquisador de Harvard, explica que a ida do senador para os Estados Unidos não se classifica como asilo político, pois ele deu entrada com passaporte diplomático, que havia sido cancelado por ordem do STF (Supremo Tribunal Federal).
“Um asilo político é uma proteção concedida sob a avaliação de perseguição política. Então, isso seria possível, seria uma escalada no processo político do senador. Agora, não há nenhuma confirmação de que isso esteja em curso, nem nada do gênero, e existem ainda modalidades de proteção a refugiados ou proteção temporária que também não estão em discussão. O que foi aprovado, então, pelo presidente, pelo governo dos Estados Unidos, com o aval do presidente, foi um visto de entrada nos EUA.”
Tensão entre Brasil e EUA
Brustolin lembra que Trump vem criticando o resultado das eleições brasileiras em declarações públicas, algo que já fez mesmo em relação aos EUA, onde também acusa os democratas de “roubar as eleições”. “Na verdade, isso [vitória de Lula] representa uma derrota para Trump. O Trump gosta de se alinhar aos vencedores, ele tende a ficar do lado dos vencedores, então a saída dele para a situação do Brasil nesse momento é negar que as eleições tenham sido justas e dizer que elas foram fraudadas e que, portanto, a vitória não é legítima”, argumenta.
O especialista aponta ainda que, além de Trump, outros políticos internacionais alinhados à direita e as supremas cortes de alguns países têm mantido críticas à atuação dos ministros do STF. “Alexandre de Moraes já foi sujeito a sanções da lei Magnitsky; talvez isso volte a acontecer”.
Diante do cenário, deve haver um afastamento ainda maior do Brasil em relação a Washington e uma aproximação de Pequim. “Há uma tendência de que haja um alinhamento maior do Brasil com a China nesse momento, uma aproximação do Brasil com a China, que é exatamente o que os documentos estratégicos dos Estados Unidos, a Estratégia de Segurança Nacional, Estratégia de Defesa Nacional dos Estados Unidos, preveem”, completa.
Análises, entrevistas e as notícias do Brasil e do mundo estão na RECORD NEWS. Acesse o site aqui e confira os principais conteúdos em texto e vídeo!







