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Condições marítimas impedem buscas por corpos de naufrágio na Itália

Até o momento foram recuperados 111 corpos, veículos aéreos também estão tentando localizar outros corpos nas imediações da pequena ilha

Internacional|Do R7

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Condições do mar e fortes ventos impedem retorno de buscas
Condições do mar e fortes ventos impedem retorno de buscas

As complicadas condições do mar e os fortes ventos que atingem a região impedem que sejam retomados neste sábado (5) os trabalhos dos mergulhadores da Guarda Costeira da Itália para buscar e recuperar os corpos do restante das vítimas do naufrágio da última quinta-feira no litoral da ilha de Lampedusa.

Filippo Marini, porta-voz da Guarda Costeira, um dos corpos de segurança que trabalham nas tarefas de localização dos desaparecidos disse que "por enquanto, não há condições para o mergulho. O mar e os ventos fortes não permitem".


Naufrágio na Itália tem 155 sobreviventes, diz Acnur

Até agora foram recuperados 111 corpos, e hoje foram utilizados veículos aéreos, como os helicópteros da Guarda di Finanza, para a localização de outros corpos nas imediações da pequena ilha italiana, onde hoje foi registrado que o mar tinha força 4.


— As buscas prosseguem com helicópteros e aviões da Capitania dos Portos e da Guarda di Finanza e, se um corpo aparecer boiando, imediatamente uma lancha irá recuperá-lo.

Após uma grande vigília ontem à noite em Lampedusa, está previsto que aconteça nesta manhã uma nova homenagem às vítimas do naufrágio do barco em que viajavam mais de 400 imigrantes africanos, dos quais 155 conseguiram sobreviver.


Pescadores locais devem ir hoje a bordo de dezenas de embarcações até o local do naufrágio para fazer uma oferenda de flores. A cidade de Roma se uniu ontem à noite nas homenagens às vítimas da tragédia com outra vigília, na qual o prefeito da capital italiana, Ignazio Marino, anunciou que os sobreviventes serão amparados na cidade, em duas instalações administradas pela prefeitura.

Para a mudança, que será coordenada com o Ministério do Interior, serão necessárias pelo menos 48 horas para a realização de todos os procedimentos técnicos, explicou o prefeito romano. Por enquanto, o barco no qual viajavam os imigrantes ilegais jaz a 47 metros de profundidade no local onde naufragou com vários corpos em seu interior.


Os 111 corpos de imigrantes de Somália e Eritréia que foram recuperados até agora estão em um hangar do aeroporto de Lampedusa. Os corpos são de 58 homens, 49 mulheres e 4 crianças entre um e seis anos. Neste sábado surgiu, além disso, a polêmica em torno da atitude das forças de resgate italianas no momento do naufrágio do barco, sobre o que a Procuradoria de Agrigento, na Sicília, ainda não abriu nenhuma investigação.

O que acontece no mundo passa por aqui

Um jornal local afirma que duas lanchas da Guarda di Finanza permaneceram atracadas no píer de Favaloro sem uso depois da tragédia e o proprietário de um dos pesqueiros que foi ao resgate dos imigrantes criticou a atitude dos policiais e desafiou as autoridades a lhe aplicarem a lei que pune quem ajuda imigrantes ilegais a chegar à Itália.

Vito Fiorino afirmou hoje aos jornais italianos que "as pessoas morriam na água enquanto eles pensavam em fazer fotografias e vídeos. Tinham que pensar em resgatar as pessoas. Nós tirávamos (as vítimas) de quatro em quatro. Quando meu barco estava cheio de imigrantes e pedimos aos agentes que os resgatassem, disseram que não era possível, que precisavam seguir o protocolo".

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