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Confrontos na República Centro-Africana deixam ao menos 73 mortos

Internacional|Do R7

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BANGUI, 9 Set (Reuters) - O número de mortos em confrontos entre atiradores leais ao ex- presidente da República Centro-Africana e os ex-rebeldes que o derrubaram subiu para pelo menos 73 na sequência de combates nesta segunda-feira, disseram moradores, o governo e uma força regional de manutenção de paz.

Um porta-voz do governo acusou combatentes leais ao ex-presidente François Bozize de tentar retomar o poder. Os últimos confrontos ocorreram em torno de Bossangoa, na região natal de Bozize, cerca de 300 quilômetros ao norte da capital.

Moradores em Bouca, uma cidade cerca de 100 quilômetros a leste de Bossangoa, contaram que o combate começou depois que aproximadamente 30 homens armados leais ao ex-presidente atacaram a cidade e um ex-acampamento rebelde.

"Eu vi sete mortos, incluindo quatro comerciantes. Lojas e casas foram incendiadas", disse à Reuters Josue Mbetigaza, um morador que fugiu da cidade após o início do conflito. Ele contou que tinha ouvido falar mais tarde que pelo menos uma dúzia de pessoas foi morta nos combates.

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Os combates aconteceram depois de um alerta da Organização das Nações Unidas (ONU) de que o país estava à beira do colapso. A ex-colônia francesa caiu no caos desde que os rebeldes do norte capturaram a capital, Bangui, em março.

"As forças de defesa perderam cinco homens e havia mais de 50 mortos entre os combatentes e civis (durante os combates no sábado e domingo)", disse Guy Simplice Kodegue, um porta-voz de Michel Djotodia, o novo presidente do país, que chegou ao poder com ajuda do rebeldes Seleka.

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Um comandante da força de paz multinacional africano disse que pelo menos 60 pessoas foram mortas durante os combates no fim de semana e que a situação era caótica.

Os ex-rebeldes foram acusados ​​por moradores, funcionários da Organização das Nações Unidas (ONU) e organizações não-governamentais de uma onda de assassinatos e abusos que Djotodia tem lutado para controlar.

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"Casas foram queimadas, pessoas foram queimadas vivas, incluindo crianças, mulheres e idosos que não tinham nada a ver com a luta. É realmente nojento", disse Kodegue.

Bozize, que fugiu para o vizinho Camarões, disse à imprensa francesa em Paris no mês passado que ele ainda tinha ambições de voltar ao poder.

(Por Paul-Marin Ngoupana, com reportagem adicional de Ange Aboa, em Abidjã)

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