Coreia do Norte

Internacional Conheça o míssil mais poderoso do arsenal do ditador Kim Jong-un, que pode atingir até os EUA

Conheça o míssil mais poderoso do arsenal do ditador Kim Jong-un, que pode atingir até os EUA

Hwasong-18 tem como principal característica utilizar combustível sólido para alcançar alvos a uma distância de até 15 mil km

Coreia do Norte realizou o disparo de cinco mísseis intercontinentais em 2023

Coreia do Norte realizou o disparo de cinco mísseis intercontinentais em 2023

EFE/EPA/KCNA - 13/7/2023

A Coreia do Norte lançou, na última segunda-feira (18), o Hwasong-18, um míssil balístico de longo alcance (ICBM), que é o mais poderoso do arsenal à disposição do ditador Kim Jong-un.

Segundo o Ministério da Defesa do Japão, um míssil do tipo ICBM poderia atingir um alvo em qualquer parte do território dos Estados Unidos.

O armamento pode ser disparado contra qualquer país a uma distância de 15 mil km do território norte-coreano. Dessa forma, com exceção da América do Sul, qualquer parte do planeta estaria em uma zona de risco.

O míssil Hwasong-18 tem como diferencial o uso de combustível sólido, característica que permite uma operação mais simples e um transporte mais seguro. 

Outra vantagem, em comparação aos modelos que utilizam combustível líquido, é não precisar ser abastecido no momento do lançamento. O que permite um disparo mais fácil e rápido.

Míssil intercontinenral coreia do norte

Míssil intercontinenral coreia do norte

Gabriel Campelo e Nicholas Shearman/AFP - 18/12/2023

O Hwasong-18 tem mais de 25 metros de comprimento e ultrapassa os 2 metros de diâmetro.

No desfile militar em comemoração aos 75 anos do Exército da Coreia do Norte, em julho deste ano, foram exibidos pelo menos dez mísseis intercontinentais de um modelo anterior, o Hwasong-17.

O armamento estava em um veículo especialmente projetado para o transporte de mísseis balísticos desse tipo.

No total, o ditador realizou 31 testes com mísseis balísticos em 2023, sendo que cinco foram com o poderoso míssil. No ano passado foram apenas dois desse tipo de um total de 69 lançamentos, segundo levantamento realizado pela AFP.

O regime norte-coreano não mira nenhum alvo específico quando faz os disparos, e, após o lançamento bem-sucedido, o míssil costuma cair em alguma região no mar, não muito distante da Coreia do Sul nem do Japão, situação que deixa os dois países em alerta a cada novo teste.

Os teste são sempre acompanhados por Kim Jong-un, e fotos e vídeos dos testes costumam ser usados para fazer propaganda do arsenal que o país tem.

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