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‘Vivemos uma época que se parece com a Guerra Fria’, diz professor sobre armas nucleares

Desrespeito global ao tratado de não proliferação nuclear simboliza uma nova corrida armamentista entre os países

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Irã e EUA trocaram acusações durante encontro na ONU sobre o tratado de não proliferação nuclear.
  • O embaixador iraniano defendeu que os EUA não podem criticar, sendo o único país a usar armas nucleares.
  • O professor Vitélio Brustolin afirma que a situação atual se assemelha à Guerra Fria, com novos países adquirindo armas nucleares.
  • Brustolin ressalta que o Irã viola o acordo ao enriquecer urânio, apesar de suas críticas ao controle dos EUA.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Irã e Estados Unidos trocaram acusações nesta segunda-feira (27), durante um encontro nas Nações Unidas que revisava a implementação do tratado de não proliferação nuclear. A indicação do país do Oriente Médio como um dos 34 vice-presidentes da conferência fez com que o representante norte-americano chamasse a medida de afronta ao acordo, uma vez que a nação desrespeita os compromissos.

Em resposta, o embaixador iraniano afirmou que a declaração estadunidense era infundada e que indefensável é o fato de os EUA serem o único estado a utilizar armas nucleares e continuar a expandir o próprio arsenal. Elaborado em 1968 e instaurado em 1970, o tratado visa impedir a produção de armas nucleares e reduzir os estoques dos países que já as possuíam anteriormente.


“Quando o tratado foi assinado, só cinco países tinham armas nucleares. EUA, União Soviética, que depois se tornou a Rússia, China, França e o Reino Unido. Só que hoje são novos países que têm armas nucleares. [...] Vivemos uma época que se parece com a Guerra Fria”, analisou o professor de relações internacionais Vitelio Brustolin.

No Conexão Record News desta terça-feira (28), ele afirmou que, embora entenda o argumento iraniano, o país de fato descumpre as medidas estabelecidas pelo acordo, do qual faz parte: “O Irã não poderia produzir armas nucleares e está assim enriquecendo urânio para isso, o que não tira o fato de que nós estamos numa corrida armamentista, que também é uma corrida nuclear”.

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