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Coreia do Norte acusa Washington de boicotar reinício de diálogo nuclear

Internacional|Do R7

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Seul, 27 nov (EFE).- A Coreia do Norte acusou os Estados Unidos de boicotarem o reinício do diálogo de seis lados que busca a desnuclearização do regime, por exigir "condições absurdas" que Pyongyang "nunca" aceitará, informou nesta quarta-feira a agência estatal "KCNA". Um porta-voz da Chancelaria norte-coreana citado pela agência oficial do regime considerou que o que Glyn Davies, o representante americano para assuntos norte-coreanos, "disse e fez" durante a sua visita a Coreia do Sul, Japão e China na semana passada demonstra que Washington insiste em "adiar" o reinício das conversas. O representante das Relações Exteriores considerou que os EUA "continuam exigindo condições prévias absurdas" para que as negociações de seis lados sejam retomadas. O diálogo, que inclui as Coreias, EUA, China, Rússia e Japão, permanece estagnado desde 2008. "Os EUA não cumpriram com as promessas que fizeram nas negociações de seis lados no passado e agora rejeitam as conversas exigindo uma concessão (por parte da Coreia do Norte)", explicou o porta-voz norte-coreano. "Queremos uma solução negociada para esta questão, mas nunca atenderemos às condições irracionais colocadas pelos EUA", acrescentou. Ao longo do ano, o regime de Pyongyang insistiu em sua vontade de retomar o diálogo "sem condições prévias". No entanto, Washington, Seul e Tóquio apostaram neste último ano em uma postura conjunta exigindo que a Coreia do Norte realize "ações concretas" para demonstrar que avança rumo à desnuclearização se quer retornar à mesa de negociações. Glyn Davies, inclusive, afirmou na semana passada que o regime poderia ser alvo de novas sanções internacionais se não demonstrar, através de ações concretas, sua disposição para abandonar o programa nuclear e de mísseis balísticos. Essa postura é uma resposta ao lançamento, por parte de Pyongyang, de um satélite em dezembro de 2012 (algo que a comunidade internacional considerou um teste de mísseis balísticos), ao teste nuclear de fevereiro e à agressiva campanha de ameaças bélicas que realizou no início do ano. A China, o mais próximo de um aliado que tem a Coreia do Norte, fez diversos esforços diplomáticos nos últimos meses com o objetivo de retomar as negociações. EFE aaf-asb/rpr

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