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Corpo de Mandela inicia jornada até povoado de seus ancestrais

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PRETÓRIA, 14 Dez (Reuters) - O corpo de Nelson Mandela começou a ser levado neste sábado à região Eastern Cape, na África do Sul, para um funeral de Estado no domingo em sua aldeia natal depois da despedida do herói anti-apartheid pelo Congresso Nacional Africano (CNA).

Com músicas revolucionárias, alguns punhos levantados e tributos ao "camarada Mandela", o antigo movimento de libertação ao qual Mandela dedicou sua vida disse adeus a ele na base aérea de Waterkloof, na capital Pretória.

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"Vá bem 'Tata', você fez sua parte", disse o presidente sul-africano e líder do CNA, Jacob Zuma, em um elogio no qual usou a palavra em Xhosa para "pai". Ele recordou a vida de Mandela como um combatente pela liberdade na luta contra a minoria branca, pela qual passou 27 anos na prisão.

"Sempre vamos lembrar de você", disse Zuma, antes de gritar o slogan da luta do CNA: "Amandla" (Poder).

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A despedida do CNA liderada por Zuma, que contou com a presença da viúva de Mandela, Graça Machel, e sua ex-esposa Winnie Madikizela-Mandela, ocorreu depois de nove dias intensos de luto e atividades fúnebres carregadas de emoção, realizada em Joanesburgo e Pretória.

Isso incluiu três dias de velório em Pretória, de quarta a sexta-feira, no qual mais de 100 mil pessoas ficaram por horas nas filas para dar o último adeus ao primeiro presidente negro da África do Sul.

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Um dos netos de Mandela, Mandla, agradeceu aqueles que apareceram para prestar suas homenagens ao prêmio Nobel da Paz.

"Eu testemunhei seu exército, tenho testemunhado o seu povo, tenho testemunhado sul-africanos comuns que andaram esta longa caminhada para a liberdade com ele e posso garantir ao Congresso Nacional Africano hoje que o futuro deste país parece brilhante."

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Escoltado por caças, o corpo de Mandela estava sendo levado pela força aérea da África do Sul para a sua região de origem Cabo Oriental, onde seria levado para a casa da família em Qunu, uma aldeia a 700 km ao sul de Joanesburgo.

No local, um funeral de Estado ocorre no domingo, combinando pompa militar e ritos tradicionais de Xhosa abaThembu, clã de Mandela. Ele terá a participação de membros da família, líderes nacionais e convidados estrangeiros, incluindo o príncipe britânico Charles e o ativista norte-americano dos direitos civis, reverendo Jessie Jackson.

Na homenagem do CNA neste sábado, o evento mais abertamente político no período de luto desde a morte de Mandela em 5 de dezembro, aos 95 anos, os líderes do partido no poder e os sindicatos aliados saudaram Mandela como um "soldado" determinado e revolucionário.

O evento do CNA contrastou com o memorial público feito na terça-feira, onde Zuma, que está no poder desde 2009, foi submetido a um coro de vaias e zombarias, um sinal preocupante para o partido no poder, seis meses antes das eleições.

(Por Mike Hutchings)

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