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Cruz Vermelha fecha sede em Jalalabad por falta de segurança

Sede operacional no Afeganistão foi atacada na última quarta-feira (29) por grupo armado

Internacional|Do R7, com agências internacionais

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Uma pessoa foi morta durante o ataque à sede da organização
Uma pessoa foi morta durante o ataque à sede da organização Noorullah Shirzada/AFP

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) decidiu fechar, ao menos temporariamente, a sede operacional de Jalalabad, no Afeganistão, atacada na última quarta-feira (29) por um grupo armado que deixou um morto, informou à ANSA o porta-voz do CICV em Cabul, Abdul Haseeb Rahimi.

— No momento estamos revendo a situação em outras partes do Afeganistão, para verificar a segurança de ação para os nossos operadores.


Já o responsável pelo CICV para a Ásia meridional, Jacques De Maio, informou que no período na qual a sede de Jalalabad permanecer fechada "retomaremos os contatos com os grupos armados para determinar o que realmente aconteceu e porque".

Por sua vez, o grupo Taleban no Afeganistão informou que não foram eles os responsáveis pelo ataque à Cruz Vermelha.


Em um comunicado do seu porta-voz Yousuf Ahmadi, o grupo assegurou que "o Emirado islâmico nunca atinge aqueles que estão a serviço das pessoas sem implicações de serviços de informação, e algumas vezes inclusive os ajuda".

"Por isso anunciamos a todos que o Emirado islâmico não está envolvido no ataque de quarta-feira à sede do CICV em Jalalabad e nem aprova este ataque", aponta o comunicado do Taleban.


Há duas semanas o Taleban tinham aprovado, sem citá-lo explicitamente, o programa da Cruz Vermelha para a prevenção da poliomielite, assegurando o seu apoio, ainda que sob a condição que os grupos sanitários fossem formados por afegãos e que fossem respeitadas as tradições islâmicas das regiões envolvidas.

O ataque de quarta-feira foi o primeiro incidente sério na qual o CICV ficou envolvido desde o começo das suas atividades no Afeganistão em 1987.


O órgão humanitário está presente no território afegão com 1.800 empregados, Na sede de Jalalabad trabalhavam 36 pessoas, entre elas seis estrangeiros.

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