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Custo da guerra no Irã chega a R$ 195 bilhões, diz Congresso americano

Conflito tem causado aumento da inflação e esgotamento dos estoques de munições dos EUA

Reuters

Internacional|Da Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O custo da guerra dos EUA contra o Irã já alcançou US$ 38 bilhões (R$ 195 bilhões), com previsão de aumento de US$ 3 bilhões (R$ 15 bilhões) por mês.
  • A guerra está elevando a inflação e esgotando os estoques de munições dos EUA, gerando preocupações sobre a capacidade de resposta a outros conflitos.
  • O relatório do CBO destaca que a guerra tem impactos significativos na postura de defesa dos EUA e na economia doméstica.
  • O conflito já resultou na morte de 18 militares norte-americanos e causou danos a instalações militares e diplomáticas dos EUA.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Conflito já resultou em danos significativos a instalações militares e diplomáticas dos EUA Ed Ou/Reuters - 11.09.2026

A guerra dos Estados Unidos contra o Irã, que já dura seis meses, custou US$ 38 bilhões (cerca de R$ 195 bilhões, na cotação atual) até o momento, e estima-se que esse valor aumente em US$ 3 bilhões (cerca de R$ 15 bilhões, na cotação atual) por mês, informou nesta terça-feira (15) o órgão apartidário do Congresso responsável por análises orçamentárias, enquanto o governo Trump busca maneiras de pôr fim ao conflito e reabrir o vital estreito de Ormuz.

Espera-se que a guerra aumente a inflação em 0,5% nos primeiros três meses de 2027, de acordo com os cálculos do CBO (Escritório de Orçamento do Congresso), que totalizou as despesas até 1º de agosto.

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Os custos crescentes esgotaram os estoques de munições dos EUA e elevaram os preços da energia, gerando preocupações sobre a capacidade do país de responder a outros conflitos potenciais e aumentando a pressão sobre um orçamento federal já sobrecarregado.

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O custo ficou próximo dos US$ 37,5 bilhões (cerca de R$ 192 bilhões, na cotação atual) que o secretário de Guerra, Pete Hegseth, informou em uma audiência no Senado em 21 de julho.

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O escritório de orçamento afirmou que a maior parte dos custos decorre da rápida redução dos estoques de munições, estimando que poderia levar cinco anos para reabastecer os estoques dos EUA.

A Reuters informou em agosto que os EUA haviam utilizado “praticamente todos” os seus mísseis de precisão de longo alcance durante a guerra.

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O Departamento de Defesa não cooperou com os auditores financeiros do Congresso, informou o CBO.

A porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, classificou os ataques do presidente Donald Trump ao Irã como uma “ação decisiva” para impedir que Teerã atingisse interesses ou cidadãos norte-americanos.

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Em nota, ela disse que os militares dos EUA têm “munições e estoques mais do que suficientes para cumprir todos os objetivos estratégicos do comandante-em-chefe e ainda mais”.

O porta-voz-chefe do Pentágono, Sean Parnell, contestou as conclusões do relatório sobre a escassez de munições e disse: “Temos tudo o que é necessário para atacar no momento e no local escolhidos pelo presidente.”

A investigação sobre os custos foi conduzida a pedido do principal democrata da Comissão de Orçamento da Câmara dos Deputados dos EUA, Brendan Boyle, da Pensilvânia.

“A guerra desastrosa de Donald Trump no Irã já tirou a vida de bravos militares norte-americanos e deixou outros feridos”, afirmou Boyle em comunicado.

“Além desse custo humano, este relatório apartidário do CBO deixa claro que a guerra também custou aos contribuintes norte-americanos dezenas de bilhões de dólares — e esse número continua aumentando —, ao mesmo tempo em que continua a elevar os custos.”

Dezoito militares norte-americanos morreram na guerra no Irã.

O relatório não incluiu os custos dos recentes ataques a embarcações comerciais no estreito de Ormuz e dos ataques a instalações militares dos EUA na região.

Também não levou em conta as despesas com empréstimos associadas ao financiamento da guerra, o que poderia adicionar dezenas de bilhões de dólares ao custo total.

Impacto na prontidão dos EUA

A análise contábil do CBO constatou que a guerra poderia ter consequências abrangentes para a postura de defesa dos EUA e para a economia doméstica.

O déficit de munições essenciais, incluindo interceptores de mísseis, corre o risco de prejudicar a resposta do Pentágono no caso de outro grande conflito, como possíveis hostilidades envolvendo a China e Taiwan, afirmou o CBO.

Na audiência de julho no Senado, Hegseth solicitou quase US$ 90 bilhões em financiamento de emergência para reabastecer os estoques de munições.

“Sem esses recursos, enfrentaremos déficits críticos”, disse Hegseth.

O inspetor-geral do Pentágono informou esta semana que o Irã havia danificado ou destruído centenas de edifícios em bases norte-americanas no Oriente Médio, bem como aeronaves, incluindo caças, aviões de reabastecimento e drones.

O órgão estimou o custo da guerra até 19 de junho em US$ 33,4 bilhões (cerca de R$ 171 bilhões, na cotação atual), informando que o valor inclui cerca de US$ 184 milhões (cerca de R$ 946 milhões, na cotação atual) em danos a instalações diplomáticas dos EUA causados por ataques iranianos.

Os choques energéticos causados por ataques no estreito de Ormuz — a estreita via navegável pela qual passavam cerca de 20% do petróleo mundial antes da guerra — e em instalações de energia nos países vizinhos do golfo Pérsico aumentaram drasticamente os preços para consumidores e produtores globais.

O aumento do custo da guerra também ameaça pesar sobre a saúde fiscal dos EUA, que vem se deteriorando.

A dívida pública total do país ultrapassou US$ 40 trilhões (cerca de R$ 205 trilhões, na cotação atual) em agosto.

Trump costuma comparar a guerra contra o Irã com as invasões dos EUA ao Iraque e ao Afeganistão, que se seguiram aos ataques de 11 de setembro de 2001.

A guerra de oito anos dos EUA no Iraque, que envolveu mais de 100 mil soldados de terra em seu auge, custou US$ 2 trilhões (cerca de R$ 10 trilhões, na cotação atual), segundo a Reuters.

O conflito de duas décadas dos EUA no Afeganistão, que também envolveu mais de 100 mil soldados em seu momento de maior intensidade, custou US$ 2,3 trilhões (cerca de R$ 11 trilhões, na cotação atual), de acordo com o projeto “Custos da Guerra” da Universidade Brown.

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