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Daesh reivindica explosão de prédio que deixou 39 mortos na Rússia

Incidente se deu no começo da manhã do dia 31 de dezembro de 2018. Autoridades russas atribuem explosão a vazamento de gás

Internacional|Do R7

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Explosão aconteceu no final de 2018 em um edifício residencial na Rússia
Explosão aconteceu no final de 2018 em um edifício residencial na Rússia

O grupo terrorista Daesh — também conhecido como Estado Islâmico — reivindicou através de uma das suas publicações uma explosão que aconteceu no final de 2018 em um edifício residencial na cidade russa de Magnitogorsk, nos montes Urais, que deixou 39 mortos.

Na última edição da newsletter Al Naba, órgão de propaganda do Daesh, divulgada nas últimas horas pela internet, o grupo radical assegura que matou 39 "cruzados" russos e provocou a morte e o desaparecimento de dezenas mais em uma "operação dos soldados do Estado Islâmico no Cáucaso".


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Além disso, em artigo dedicado a este fato, os jihadistas destacaram que destruíram também "uma grande parte de um edifício de dez andares" na cidade de Magnitogorsk, na região de Cheliabinsk, no centro da Rússia.

Nesse sentido, detalharam que "um comando de segurança conseguiu entrar no edifício (...) colocou os explosivos no seu interior e depois se retirou".


Posteriormente, detonou o edifício, segundo a versão da Al Naba, que garantiu que a demora em reivindicar a operação se deve a "razões de segurança".

As autoridades russas até o momento atribuíram a causa da explosão a um vazamento fortuito de gás.


Habitualmente o Daesh reivindica seus ataques através de breves comunicados que divulga na internet ou através da sua agência de notícias, a Amaq, poucas horas ou um dia depois do atentado.

No entanto, em alguns casos esperaram para revelar sua responsabilidade ou modus operandi, como após o ataque contra um avião turístico russo no qual explodiu uma bomba quando sobrevoava a península egípcia do Sinai, e o grupo esperou mais de duas semanas para oferecer sua versão dos fatos através da revista online Dabiq.


A explosão aconteceu no começo da manhã do dia 31 de dezembro, segundo as autoridades russas, que em 3 de janeiro deram por concluídos os trabalhos de resgate e cifraram o número de vítimas mortais em 39 e asseguraram que não restava nenhum desaparecido debaixo dos escombros.

Em outubro do ano passado, o Serviço Federal de Segurança russo anunciou a desarticulação de uma célula do Daesh que preparava vários atentados terroristas na capital russa.

Em abril de 2017, um terrorista suicida suspeito de estar vinculado ao grupo jihadista matou 14 pessoas no metrô de São Petersburgo.

Versão russa

A Rússia desacreditou a versão do Daesh nesta sexta-eira ao afirmar que não foram encontrados rastros de explosivos e que a principal teoria continua sendo um acidente.

"Os investigadores estiveram avaliando desde o princípio todas as teorias possíveis. A hipótese de uma explosão de gás continua sendo a prioritária", afirmou a jornalistas a porta-voz da Comissão de Investigação da Rússia, Svetlana Petrenko.

Esta entidade acrescentou, de acordo com a agência Interfax, que "os técnicos legistas não encontraram rastros ou componentes de explosivos nas amostras coletadas do local".

"Só se pode tirar conclusões sobre a causa uma vez que a investigação tenha acabado e se tenha efetuado uma análise profunda das provas" reunidas sobre a explosão que provocou a queda de parte do edifício residencial, frisou Petrenko.

A representante da Comissão de Investigação da Rússia pediu por isso para que se espere o fim das investigações e "não se dê crédito a organizações terroristas que, como é sabido, se atribuem todos os incidentes importantes que acontecem em diferentes países".

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