Decapitação de lideranças não derruba regime, analisa especialista sobre baixas no Irã
Segundo Vitelio Brustolin, mais tropas dos EUA devem escalar conflito na região, mas força militar iraniana deve ser considerada
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
Em um movimento que aumenta o risco de escalada militar em solo iraniano e dificulta um cessar-fogo, Donald Trump anunciou o envio de milhares de soldados norte-americanos ao Oriente Médio. Para o professor de relações internacionais Vitelio Brustolin, esse é um sinal de que a guerra deve se prolongar. Ao mesmo tempo, ele entende que, apesar de significativas, as baixas que Teerã sofreu até então ainda são “substituíveis”.
Em entrevista ao Conexão Record News desta terça-feira (31), Brustolin analisa a possibilidade de a Ilha de Kharg, por onde passa cerca de 90% do petróleo exportado pelo Irã, ser alvo de ataques. Segundo ele, uma ocupação do local “jogaria para trás por muitos anos a possibilidade de o país exportar o recurso”, o que serve como instrumento de pressão no conflito.
“É claro que a perda do líder supremo, Ali Khamenei, afeta a moral das tropas, mas ele foi substituído pelo filho. O Irã se preparou por muitas décadas para essa guerra”, pontua.
À título de comparação, ele utiliza o exemplo das lideranças do Hamas mortas por Israel. “O Hassan Farhat, por exemplo, que era líder do Hamas, foi morto no Irã, mas isso não acabou com o Hamas. Se a gente aplicar isso ao Irã, que é mais numeroso ainda, nós percebemos que, embora se enfraqueça, não há possibilidade de essa decapitação de lideranças derrubar o regime.”
Análises, entrevistas e as notícias do Brasil e do mundo estão na RECORD NEWS. Acesse o site aqui e confira os principais conteúdos em texto e vídeo!












