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Derrota do pacotaço constituinte chileno é lição para a esquerda do Brasil e do mundo

Os delírios identitários contidos na proposta submetida a referendo foram rechaçados por mais de 60% dos chilenos 

Internacional|Marco Antonio Araujo, do R7

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A ampla maioria da população chilena se mostrou contrária aos ideias de esquerda
A ampla maioria da população chilena se mostrou contrária aos ideias de esquerda

O Chile mandou um claro recado à esquerda brasileira, em particular, e ao mundo, no geral. Os seres humanos, em sua imensa maioria, são conservadores. Não foi por falta de aviso. A esmagadora rejeição à proposta de constituinte foi rechaçada pelos chilenos de forma triunfal: mais de 60% discordam das pautas e bandeiras que promovem o identitarismo, as questões de gênero e qualquer viés que aponte para os chamados ideais socialistas.

Não fossem a teimosia e a arrogância dos que insistiram em defender pressupostos autodenominados progressistas, o Chile certamente teria acolhido os avanços embutidos na proposta referentes às questões econômicas e de proteção social. Fica a lição: as pessoas querem casa, comida e trabalho. Sociedades se movem lentamente, sem grandes rupturas. O resto é bobagem.


Entre os pontos centrais que levaram à derrota da esquerda chilena, estão os conceitos das ainda nebulosas questões difusas. Entre elas uma tal de plurinacionalidade, voltada aos povos indígenas, difícil até de desenhar, mas facilmente vista como uma ameaça à unidade do país, esse bem imaterial tão precioso aos cidadãos de todos os países. 

Outra pérola da prepotência sinistra era a destinação artificial (e fadada ao fracasso) às mulheres de 50% de todos os cargos públicos e institucionais. Audácia suprema, carente do realismo mais simplório, a universalização do acesso ao aborto.


Esse pacotaço não tinha como vingar nem mesmo na Dinamarca. Ficam para o recém-empossado presidente Gabriel Boric uma lição de humildade e, sobretudo, a necessidade de zerar a euforia com sua vitória histórica. Ao final, será bom para todos os envolvidos (menos para os que insistirem em delírios ideológicos que desprezam a natureza das coisas).

O Chile agora caminha para uma repactuação, um rearranjo, em que, a partir da voz majoritária e contundente de seu povo, traçará os verdadeiros destinos do país. Pacificamente, como tem de ser.

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